
Os sinais de pessimismo sobre um acordo entre EUA-Irã se espalharam nesta quinta-feira (23) e inclusive levaram a um azedamento dos ativos de risco globais na reta final do pregão de boa parte dos mercados.
Conforme destacou a mídia iraniana, sistemas de defesa aérea foram ativados em partes de Teerã para neutralizar “alvos hostis”, sem especificar quais seriam esses alvos.
Os investidores do setor petrolífero estão apreensivos com a possibilidade de a infraestrutura energética da região voltar a ser alvo de ataques, após declarações de Israel de que o país está prestes a retomar as hostilidades.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta que Israel está pronto para “fazer o Irã retornar à Idade das Trevas”, sinalizando que as Forças Armadas de Israel estão preparadas para retomar a guerra contra o Irã. “Os alvos estão marcados”, disse Katz.
O ministro afirmou que Israel está “aguardando sinal verde” dos Estados Unidos para retomar a guerra e “completar a eliminação da dinastia Khamenei e levar o Irã de volta à Idade das Trevas”.
Enquanto isso, no estreito de Ormuz, armadores enfrentam crescentes indícios de que é inseguro transitar pela importante via navegável, apesar das garantias em contrário de Washington, enquanto todas as partes em conflito intensificam a retórica bélica.
Mais cedo, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que ordenou à Marinha do país que “atire e destrua qualquer embarcação” que esteja lançando minas no Estreito de Ormuz, e que os navios caça-minas norte-americanos estavam trabalhando “em ritmo triplicado” para remover quaisquer minas das águas.
Trump disse que um acordo com o Irã só será feito quando for “apropriado e bom” para os EUA. Já o presidente do Irã afirmou na rede X que o “agressor” se arrependerá.
O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, negou posteriormente que isso representasse uma escalada do conflito.
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