Após dedicar-se ao inédito Classe C elétrico, agora a Mercedes-Benz volta suas atenções ao modelo a combustão. Ele ganha importantes novidades técnicas, de eletrificação e visuais, mas com um atraso: a linha 2027 do Classe C “convencional” não passa de uma reestilização da geração lançada em 2021.
No visual externo, as mudanças concentram-se na dianteira. A grade foi redesenhada para alinhar-se à identidade dos modelos mais recentes da marca, em especial ao atual Classe S, já que há uma tradição de que o Classe C seja algo como uma redução do maior sedã da marca.
A grade tem direito ainda a um contorno iluminado e a trama central formada por estrelas de três pontas, replicando o logotipo da Mercedes-Benz.
Há uma assinatura luminosa atualizada nos faróis, também com luzes que formam estrelas de três pontas. O para-choque frontal recebeu novos contornos funcionais para otimizar o fluxo de ar para o radiador e os freios. Na traseira as mudanças foram mais pontuais, voltadas ao layout da iluminação das lanternas.
De lado, as únicas novidades ficam para os desenhos das rodas, que podem ser de 17, 18 e 19 polegadas. Entre elas, há duas opções AMG inéditas, ambas com 19 polegadas.

Arquitetura digital com IA e Google Cloud
A principal evolução do habitáculo está na adoção do sistema operacional proprietário MB.OS. A novidade substitui as camadas anteriores do sistema multimídia e integra navegação com assistente de inteligência artificial alimentado por Google Cloud, além de suporte nativo a atualizações remotas over-the-air (OTA).

O assistente virtual MBUX foi aprimorado para oferecer rotinas personalizadas e respostas adaptadas ao padrão do motorista. Apesar das atualizações nas telas e no processamento, a arquitetura interna mantém o layout do painel sem a extensão de tela para o passageiro dianteiro, priorizando uma ergonomia voltada à condução.
O quadro de instrumentos tem 12,3 polegadas e, a central multimídia, 11,9 polegadas em uma disposição mais vertical.

Ainda entre os itens de conforto e conveniência, há um sistema de som opcional Burmester aprimorado com Dolby Atmos de 15 alto-falantes com 710 Watts, com função de “som 3D1, que promete um efeito espacial em dez níveis diferentes. A iluminação ambiente decora a cabine com 64 opções de cores.
No pacote de segurança e assistência, o sedã e a perua trazem a evolução da suíte MB.DRIVE. O conjunto reúne assistentes de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo avançado e funções automatizadas de estacionamento com sensores e câmeras retrabalhados.

Sempre eletrificado
A renovação do modelo a combustão ocorre de forma paralela ao lançamento da família elétrica da marca na Europa. O movimento da fabricante busca reter a base tradicional de clientes que ainda preferem propulsores a combustão ou híbridos plug-in antes da migração total para plataformas elétricas nos próximos anos.

A atualização mecânica priorizou a eficiência dos propulsores e a preparação técnica para atender aos exigentes limites de emissões da norma Euro 7. Toda a gama a gasolina e a diesel conta com auxílio elétrico de 48V, caracterizando o sistema como híbrido leve, com até 23 cv e 20,9 kgfm adicionais.
São três versões a gasolina, cada uma com um ajuste de potência e torque: C200, com 177 cv e 27,5 kgfm; C250, com 218 cv e 32,6 kgfm; C300, com 258 cv e 40,8 kgfm. Para o motor a diesel, são duas potências, de 163 cv e 200 cv.

Já as configurações com tecnologia híbrida plug-in passaram por otimizações no gerenciamento de energia e no conjunto elétrico, alcançando autonomia no modo 100% elétrico de até 100 km pelo ciclo de medição WLTP. As configurações híbridas plug-in a diesel saem de linha.
Neste caso, combina-se um motor a gasolina a outro elétrico, que combinados oferecem até 395 cv e 66,3 kgfm – a tração pode ser traseira ou integral. A bateria que alimenta o motor elétrico tem 19,5 kWh e aceita recargas lentas de até 11 kW e, rápidas, a até 55 kW. Segundo a marca, no ciclo WLTP, a autonomia elétrica do modelo é de até 100 km.

O novo Classe C também oferece direção no eixo traseiro, que promete melhorar a agilidade e a manobrabilidade. Com um ângulo de esterçamento de até 2,5 graus, reduz o raio de giro em 43 cm, para 10,6 m. Em velocidades abaixo de 100 km/h, as rodas traseiras esterçam na direção oposta às rodas dianteiras. Acima de 100 km/h, as rodas traseiras esterçam na mesma direção que as rodas dianteiras.
