Durante o painel “Impactos do Metaverso na Indústria VR Global”, realizado nesta quarta-feira (13) durante o São Paulo Innovation Week, Bruno Pato, fundador da VR eSports Brasil e presidente da XRBR, defendeu que o conceito de metaverso ainda deve ganhar força nos próximos anos, mas criticou a forma como a Meta conduziu a popularização da ideia no mercado.
Segundo o especialista, a empresa teria tentado centralizar o conceito de metaverso em um único ambiente proprietário, ignorando comunidades digitais que já existem há anos. “A Meta implodiu o metaverso”, afirmou durante a palestra. Para Bruno, a estratégia da companhia falhou ao desconsiderar o público que já vive experiências imersivas no cotidiano digital, especialmente os gamers.
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“O Metaverso é um único metaverso. Então, é isso que a Meta tenta fazer. Ela tenta criar um mundo virtual que desconsidera que existe uma concorrência e uma concorrência já consagrada de jogadores que alguns vivem até já nesses mundos paralelos. E quem é esse público? São os gamers. São as pessoas que já estão utilizando isso no dia a dia. Não são os empresários”, explicou.
Apesar das críticas à estratégia adotada pela empresa, Bruno acredita que o avanço das tecnologias de realidade estendida deve aproximar o público das experiências imersivas nos próximos anos. Segundo ele, o comportamento do consumidor já mostra uma adaptação gradual a esse tipo de tecnologia.
“Claro que as pessoas vão gostar do metaverso. Elas já estão utilizando os dispositivos de realidade expandida. Elas já estão familiarizadas com esses dispositivos. Então, elas vão adorar essas experiências”, disse.
Durante a apresentação, o executivo também destacou a mudança de foco da Meta no desenvolvimento de dispositivos mais leves e integrados ao cotidiano. Segundo ele, a companhia deixou de concentrar esforços apenas em headsets robustos e agora aposta em óculos de realidade estendida.
“A Meta, na verdade, o Facebook na época comprou a Oculus por 2 bilhões de dólares. E onde eles estão ‘shiftando’ agora? Nos óculos de realidade estendida. Vejam que eu não estou falando de headsets, eu estou falando de óculos”, afirmou.
Bruno citou ainda o projeto Orion, protótipo de óculos inteligentes apresentado pela Meta, como um exemplo do futuro da computação espacial. Para ele, a tendência aponta para dispositivos vestíveis capazes de substituir gradualmente as telas tradicionais.
“Então o objetivo da Meta é transformar isso em dispositivos vestíveis. E eles estão conseguindo com esse método. E agora com o Orion, eles estão mais perto do que nunca, porque você vai conseguir ancorar aquela TV no celular. Então nós estamos nos aproximando do fim das telas. É para esse lado que nós estamos caminhando”, declarou.
Bruno reforçou a expectativa de que os avanços em realidade estendida devem transformar a forma como o público consome conteúdo digital ao longo da próxima década.
“Então a gente tem a Meta voltando a atenção novamente para o desenvolvimento de headsets de realidade estendida e também óculos de realidade estendida e muito provavelmente nós teremos então um lançamento do Orion ainda antes de 2030. E isso sim vai revolucionar a forma como a gente consome conteúdo”, concluiu.
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