Se você tem o costume de andar de bicicleta, é bom redobrar os cuidados. O número de mortes de ciclistas aumentou em 33,9% na região de Campinas em 2025. Segundo um levantamento do Infosiga-SP (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito), foram registrados 75 óbitos no ano passado. Já em 2024, ocorreram 56 mortes de ciclistas.
Dezembro foi o mês em que foram registrados mais casos: 9 pessoas morreram em 2025 e uma no ano anterior.
Ainda de acordo com o Infosiga, as mortes de ciclistas registraram o maior aumento percentual entre os óbitos no trânsito na região.
Um ciclista que sobreviveu a um acidente do tipo foi o administrador de empresas Fábio Fantozzi, que pedalava com um grupo de amigos na estrada entre Indaiatuba e o distrito de Cardeal quando foi atingido por um carro, em outubro do ano passado.
“A gente estava ainda aquecendo e de repente um carro veio por trás. A pista é simples, né, não tem acostamento. Então, nós estávamos posicionados na parte direita da pista, eu estava com a bicicleta com a sinalização traseira, com a luz piscando. E mesmo assim o carro acabou me surpreendendo por trás e acabou me lançando para fora da pista”, Fábio contou em entrevista a EPTV Campinas.
Ele disse que sofreu fraturas nas costelas e precisou passar por uma cirurgia na clavícula. “Venho me recuperando desde então. Como já deu praticamente noventa dias, quase cem dias do acidente, eu aos poucos vim retomando minhas atividades profissionais, elas não pararam. Mas as atividades físicas eu venho retomando aos poucos”, disse.
Segundo Luciano Barbosa, professor de mobilidade no trânsito da Unicamp, o aumento de acidentes envolvendo ciclistas está relacionado ao incentivo ao ciclismo e à falta de infraestrutura.
“Eu acho que a principal causa que se tem hoje é a questão do incentivo à bicicleta, associado a falta de infraestrutura dedicada para esse tipo de incentivo. Então, a gente tem cada vez mais políticas de incentivo, sustentabilidade, incentivando as pessoas a cuidar da saúde, a andar mais de bicicleta. Só que as ciclofaixas não tem esse poder de segregação entre o veículo e a bicicleta”, explicou o professor.
Sobre a responsabilidade do poder público, Luciano afirmou que, além de aumentar as ciclofaixas, é preciso melhorar a segurança. Como exemplo, ele citou a ciclofaixa na Avenida Paulista, em São Paulo.
“Um exemplo próximo aqui da gente, que dá para lembrar, é a ciclofaixa que tem lá na Paulista, né. Ela acompanha ali o canteiro central e entre o canteiro central e a via tem o gradil ali protegendo a ciclofaixa. Então, é uma barreira de proteção ali, caso o veículo perca o controle”, disse.
O professor ainda recomendou que os ciclistas tomem cuidados como uso de roupas refletivas e capacetes. Ele também afirmou que é melhor evitar trafegar em vias de alta velocidade.
*Com informações da EPTV Campinas
Fique ON
Quer ficar ligado em tudo o que rola em Campinas? Siga o perfil do acidade on Campinas no Instagram e também no Facebook.
Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
Também estamos on no Threads e no Youtube.
LEIA MAIS
VÍDEO: joalheria é roubada três vezes em menos de um ano em Sumaré
Sisu 2026: inscrições para mais de 14,7 mil vagas em universidades de SP terminam hoje
O post Mortes de ciclistas aumentaram 33,9% na região de Campinas em 2025 apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
