A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (3) o Astra, seu novo e mais avançado modelo de IA que promete um enorme salto na capacidade para áreas como cibersegurança, engenharia de software, ciência e pesquisa, execução de tarefas profissionais e uso de computadores e navegadores. O poderoso sistema chega primeiro para usuários corporativos selecionados.
Também chamado de GPT-6 Astra, o modelo reúne anos de pesquisa e investimentos, de acordo com o presidente da startup, Greg Brockman. Durante teleconferência de imprensa, ele afirmou que a novidade representa uma mudança tão grande na forma de delegar trabalho à tecnologia que a considera como a porta de entrada para a Inteligência Artificial Geral (AGI).
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Capacidades avançadas do Astra
Primeiro modelo da OpenAI a alcançar o nível crítico de capacidade em cibersegurança, Astra possui habilidades diferenciadas para detectar e explorar vulnerabilidades em sistemas e redes, como explicou a empresa. A IA também consegue analisar sistemas altamente protegidos, desenvolver formas de exploração e realizar ataques complexos com pouca ou nenhuma orientação humana.
- Devido a essas características, o sistema recebeu controles mais rigorosos durante o treinamento, para evitar problemas como os relatados nas últimas semanas, em que redes de terceiros foram atacadas por IAs autônomas;
- Algumas das funcionalidades mais robustas terão acesso restrito a grupos confiáveis, como profissionais que atuam nas etapas de defesa e validação de falhas;
- Mesmo com as capacidades consideradas perigosas para a segurança cibernética, a startup afirma que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais seguro e alinhado;
- Novos mecanismos de monitoramento foram criados para identificar rapidamente comportamentos potencialmente problemáticos, com o envio de alertas.
Já em trabalhos de engenharia de software, o lançamento superou o GPT-5.6 Sol, até então apontado como o melhor na área, reduzindo os custos por tarefa em 57%. Ele também inclui melhorias nas atividades integradas ao Codex, especialmente em projetos longos, mantendo o contexto para consultas posteriores.
Além disso, Astra aprimora o controle de computadores e navegadores por agentes de IA, promovendo a realização de diversas tarefas autônomas. Conforme a OpenAI, o sistema ficou muito mais rápido e eficiente nesses trabalhos, incluindo criar planilhas e documentos, apresentações e sites.
Nova técnica de raciocínio gera preocupação
O que também chama a atenção é a técnica de raciocínio que permite ao sistema ir além do processo de pensamento convencional das IAs. Denominada “recorrência opaca”, a abordagem dificulta monitorar a cadeia de pensamento do modelo, o que pode atrapalhar a detecção de comportamentos perigosos, segundo especialistas.
A startup minimizou a preocupação, argumentando que trata-se de um desdobramento natural da evolução do modelo. Para a empresa, a monitorização do comportamento das IAs ficará cada vez mais desafiadora enquanto a tecnologia segue rumo à AGI.
“Levou um tempo extra para garantir que pudéssemos atender aos padrões de segurança e alinhamento exigidos para esse nível de capacidade, mas achamos que você vai considerar que valeu a espera”, escreve Sam Altman sobre a estreia do Astra, em seu perfil no X.
O modelo GPT-6 Astra já está disponível para usuários corporativos da modalidade Daybreak. Nos próximos dias, a atualização será lançada para assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, chegando também via API e à AWS.
Ainda em relação à segurança, a OpenAI planeja lançar um mecanismo para desativar as IAs rebeldes. Saiba mais nesta matéria.
