A Land Rover revelou o primeiro carro elétrico de sua história, e ele não poderia deixar de ser um Range Rover. Já à venda no Reino Unido e na Europa, e confirmado para chegar a outros mercados em breve, o modelo preserva as capacidades off-road da marca e tem desempenho semelhante às versões com motor V8.
Aprimorar essa capacidade fora-de-estrada, além da adequação ao luxo obrigatório de um Range Rover, foi uma das justificativas dadas pela Land Rover para a demora no lançamento do modelo. Isso porque a marca está ao menos oito anos atrasada em relação a Jaguar, que é do mesmo grupo (JLR) e lançou o crossover elétrico I-pace em 2018.

No visual é quase impossível diferenciar o Range Rover elétrico do modelo a combustão em uma rápida passada de olhos. O estilo clássico e minimalista foi mantido quase intacto, exceto por melhorias aerodinâmicas para maior eficiência do sistema elétrico.
O Range Rover elétrico está disponível nas versões SE, HSE e Autobiography, além das versões SV, SV Ultra e SV Black. Para marcar o lançamento, a série First Edition terá 2.500 unidades com direito a revestimentos Kvadrat – marca dinamarquesa especialista em revestimento têxtil de luxo. Dependendo do país, será possível comprar o Range Rover com entre-eixos alongado.

Range Rover elétrico é mais rápido que o híbrido
O Range Rover elétrico mantém a tração integral graças ao uso de dois motores elétricos, um em cada eixo. Juntos, eles entregam 550 cv de potência e 86,6 kgfm de torque. Para efeitos de comparação, a configuração híbrida do SUV usa um 3.0 PHEV com 550 cv e 81,6 kgfm de torque. O 0 a 100 km/h do modelo elétrico é feito em 4,5 segundos, contra 5,4 s da configuração híbrida.
Comparado a algumas versões com motor V8 4.4, o desempenho também é semelhante, especialmente à versão SVAutobiography, que promete o 0 a 100 km/h nos mesmos 4,5 segundos.

O sistema de tração pode enviar toda a força para o eixo traseiro, bem como somente para as rodas da dianteira. Essa troca pode ser feita em apenas 50 milissegundos graças ao sistema Intelligent Driveline Dynamics. Em conjunto com a função Single Pedal, que dispensa o uso do freio, o Range Rover pode encarar inclinações de até 45 graus. A configuração elétrica ainda pode atravessar até 900 mm de áreas alagadas.
O SUV é alimentado por bateria de íons de lítio de 118,5 kWh, composta por 344 células prismáticas dispostas em uma estrutura de dois níveis. A arquitetura elétrica é de 800 volts. A recarga pode ser feita em corrente contínua com carga máxima de 350 kW, o que garante sair de 10% para 80% em 22 minutos. A autonomia total é de 600 km, segundo o ciclo WLTP.

Para facilitar a manutenção, cada Range Rover vem com um “gêmeo digital” que fornece diagnóstico de 900 pontos do veículo. Dessa maneira, a Land Rover pode prevenir problemas e fazer atualizações de software com tecnologia Over the Air.
O modelo já está disponível com preços a partir de 154.070 libras esterlinas, o que representa R$ 1.062.553 em conversão direta. As vendas começam pelo Reino Unido e Europa e serão expandidas para outros mercados em breve.
