Os moradores de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor continuam sofrendo com o mau cheiro e gosto da água distribuída nas cidades pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Como relatado pelo portal na semana passada, as queixas apontam odor de mofo e sabor desagradável. Nesta segunda-feira (27), a companhia atribuiu o problema ao rio Jaguari, manancial que abastece os três municípios.
Em Paulínia, alguns moradores dizem que o gosto da água começou a melhorar nesta semana. Porém, o vigilante Ângelo Santos, do bairro Parque Bom Retiro, afirma que o cheiro ainda não está aceitável e, por isso, tem comprado água mineral até para escovar os dentes.
“A água está inviável, até para fazer a higiene bucal. Sem condições de estar usando ela. Tive que comprar água, porque a situação ao invés de melhorar, ela só piorou. Em contrapartida, a Prefeitura de Paulínia e a Sabesp dizem que a água de Paulínia está dentro dos padrões”, disse à EPTV Campinas.
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Os moradores de Hortolândia também têm optado por comprar água ou recorrido a poços artesianos em Sumaré, cidade vizinha.
A trabalhadora autônoma Elaine Augusto, do bairro Vila Real, está sem filtro e tem pegado a água diretamente da torneira. De acordo com ela, hoje a líquido está com cheiro de cloro, mas apresentava odor de mofo nos últimos dias.
“A gente precisa ter uma análise da água, para saber o que de fato está acontecendo com a água. Como fica a nossa saúde? Cada dia que passa, a água está vindo de uma maneira. Um dia ela está branquinha, clarinha, com cheiro de cloro. Um dia está com cheiro de mofo e por aí vai”, disse.
Maria Aparecida também tem comprado água e reclamou da cor do líquido que vem saindo do seu chuveiro. “Desde ontem a gente está abrindo o chuveiro para tomar banho e sentido que a água está com cheiro forte, bem forte mesmo. É um cheiro que a gente não define, mas está cheirando forte. A cor está amarelada, não está branquinha”, reclamou.
Sabesp atribui problema a manancial
O diretor regional da Sabesp, Valdemir Viana de Freitas, atribui o cheiro da água a um problema no rio Jaguari, manancial que abastece Paulínia, Hortolândia e Monte Morte.
“Nos últimos dias, houve um problema no manancial, que no caso é o rio Jaguari, esse rio deve ter acumulado substâncias que geraram odor na água. Isso não significa que, após o tratamento, ela tenha perdido suas condições de consumo. Então, foi uma questão no manancial, onde acionamos Cetesb, que está fazendo as avaliações no rio Jaguari. E dentro da estação da Sabesp, nós estamos adicionando carvão ativado, que elimina esse odor e esse gosto. Ou seja, já está chegando na casa das pessoas água sem odor e gosto”, disse.
Ainda de acordo com o diretor da Sabesp, a população pode continuar consumindo a água tranquilamente. “Porque ela passa pela estação de água, onde fazemos todas as etapas e isso garante a potabilidade. Esses três municípios tiveram a mesma reclamação porque é a mesma fonte, é o rio Jaguari”, completou.
Por sua vez, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informou que fez coleta de água nas regiões de captação e segue realizando análises no rio Jaguari.
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*Com informações da EPTV Campinas
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