
A economia do Reino Unido cresceu inesperadamente em março, encerrando mais um primeiro trimestre forte e sugerindo que estava em melhor forma do que muitos temiam em meio à escalada da guerra no Irã, embora economistas afirmem que distorções sazonais favoreceram os números.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% em março na comparação com o mês anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas, ante expectativa de queda de 0,2% em pesquisa da Reuters com economistas.
O setor de serviços, a construção e a indústria registraram crescimento robusto.
No primeiro trimestre como um todo, a economia avançou 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão significativamente forte no período inicial do ano.
Economistas apontam que questões de medição ligadas a mudanças nos padrões de consumo após a pandemia podem estar contribuindo para esse comportamento.
Raj Badiani, diretor de economia da S&P Global Market Intelligence, disse que o aumento de estoques de mercadorias provocado pela guerra no Irã também pode ter impulsionado a demanda em março.
“Mesmo assim, os riscos de recessão aumentaram, e agora esperamos que a economia do Reino Unido enfrente uma leve contração no segundo e no terceiro trimestres deste ano”, afirmou Badiani, citando o reforço da inflação com a alta do petróleo e a pressão sobre o Banco da Inglaterra para elevar os juros.
O órgão de estatísticas afirmou que dados parciais de gastos em abril “apontam para algum enfraquecimento no segundo trimestre”.
Ainda não está claro como a nova rodada de incerteza em Westminster — com investidores mais inseguros em relação ao futuro político do primeiro-ministro Keir Starmer — vai pesar sobre as perspectivas econômicas.
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