
A Rússia está realizando um grande exercício de combate para treinar a preparação e o uso de suas forças nucleares ao mesmo tempo em que o presidente Vladimir Putin viaja a Pequim para conversas com o líder chinês Xi Jinping.
Os três dias de manobras vão envolver mais de 64 mil soldados, 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos, informou o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado nesta terça-feira, sem detalhar quantos lançamentos de mísseis estão previstos. As Forças de Mísseis Estratégicos, as frotas do Norte e do Pacífico e o Comando de Aviação de Longo Alcance devem participar.
“É um exercício de escala relativamente grande”, disse Dmitry Stefanovich, pesquisador do Centro de Segurança Internacional do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais, em Moscou. “O objetivo é o sinal estratégico: lembrar que um confronto militar direto com uma potência nuclear não pode ser vencido.”
Os exercícios reforçam a intenção do Kremlin de lembrar ao mundo suas capacidades atômicas no momento em que a Ucrânia aumenta o número de ataques de longo alcance em território russo. As manobras, que também vão focar treinamento para armas instaladas na vizinha Belarus, foram anunciadas depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter alertado na semana passada que a Rússia pode estar preparando uma maior participação das forças de Minsk na guerra na Ucrânia.
Belarus afirmou na segunda-feira que o “evento de treinamento planejado” não é direcionado a terceiros e “não representa ameaça à segurança da região”.
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Moscou enviou armas nucleares táticas para Belarus, que faz fronteira com três países da Otan, em 2023, e depois implantou o míssil de longo alcance Oreshnik em 2025. O veterano presidente Alexander Lukashenko permitiu que a Rússia usasse o território bielorrusso como base de lançamento para a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022.
Com Putin prestes a se encontrar com Xi nesta quarta-feira — após o líder chinês ter se reunido com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada —, o presidente russo estará fora do país durante boa parte do exercício nuclear.
Putin participou por videoconferência das manobras das forças estratégicas russas em outubro. Em 2024, a Rússia realizou exercícios nucleares uma semana antes da eleição presidencial nos EUA, alardeando capacidades aprimoradas para furar defesas aéreas. Naquela ocasião, o país disparou mísseis balísticos intercontinentais e lançou mísseis balísticos.
Na semana passada, Putin afirmou que o país vai colocar em operação seu míssil balístico intercontinental Sarmat, com capacidade nuclear, até o fim do ano, após o que Moscou descreveu como um teste bem-sucedido da arma.
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