
A Rússia fez um ataque massivo com míssil hipersônico e drones contra Kiev na madrugada deste domingo (24). Os disparos foram feitos em direção a região central da capital ucraniana em uma área próxima de escolas, prédios do governo e bairros residenciais.
O ataque foi confirmado pelo governo de Vladimir Putin. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, foram 600 drones de ataque e 90 mísseis lançados do ar, do mar e de terra, e o país afirmou ter destruído ou neutralizado 549 drones e 55 mísseis.
Ao menos quatro pessoas morreram e 56 ficaram feridas em Kiev e na região metropolitana, conforme boletins das autoridades locais.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em mensagem no Telegram que a Rússia usou o poderoso míssil balístico hipersônico Oreshnik no bombardeio.
Esse tipo de míssil é caracterizado por sua velocidade super rápida, que passa dos 12.300 km/h. É equipado com seis ogivas com submunições, e é tido como altamente difícil de interceptar.
Do outro lado, conforme informações de agências estatais russas, foram usados quatro tipos de mísseis, incluindo o próprio Oreshnik, e outros três: Iskander, Kinzhal e Zircon.
O que diz a Rússia
O ataque russo foi feito em retaliação aos ataques de drones contra um alojamento universitário no leste da Ucrânia ocupado pela Rússia, do qual Moscou culpa Kiev, e ordenou que o Exército russo apresentasse propostas de retaliação. Ele disse que não havia instalações militares nem de forças de segurança perto da universidade.
O número de mortos no ataque em Starobilsk havia subido para 21 quando as operações de busca e resgate foram concluídas, informou a assessoria de imprensa do Ministério russo de Situações de Emergência no fim da noite de sábado, 23. Outras 42 pessoas ficaram feridas no ataque da noite anterior, segundo o órgão. Autoridades nomeadas pelo Kremlin na região de Luhansk anunciaram dois dias de luto, neste domingo e na segunda-feira, 25, em memória das vítimas.
Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque, realizada a pedido da Rússia, o embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, negou as acusações de crimes de guerra feitas pelo seu homólogo russo, classificando-as como “puro espetáculo de propaganda”, e afirmou que as operações de 22 de maio “se dirigiram exclusivamente contra a máquina de guerra russa”.
A Ucrânia e seus aliados acusam a Rússia de atacar rotineiramente civis e infraestrutura civil essencial desde os primeiros dias da guerra. O Kremlin nega.
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