
Israel lançou novos ataques aéreos contra o Irã e ampliou a ofensiva para atingir alvos do Hezbollah no Líbano nesta segunda-feira (2), enquanto Teerã anunciou uma nova onda de mísseis contra território israelense. O confronto, iniciado após ações militares de Estados Unidos e Israel no fim de semana, se espalha pelo Oriente Médio.
Segundo a agência estatal libanesa NNA, ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas em bombardeios israelenses que atingiram subúrbios ao sul de Beirute controlados pelo Hezbollah. Israel afirmou que os ataques miraram posições e integrantes de alto escalão do grupo, aliado central do Irã na região.
O Hezbollah declarou ter lançado mísseis e drones contra Israel em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Sirenes de ataque aéreo foram acionadas em Tel Aviv e Jerusalém por volta das 7h locais, diante de novos disparos vindos do Irã. A Guarda Revolucionária iraniana informou que os alvos incluíram o complexo do governo israelense em Tel Aviv, além de centros militares e de segurança em Haifa e em áreas de Jerusalém Oriental.
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Explosões também foram registradas em Teerã e na cidade de Sanandaj, no oeste do Irã, onde ao menos três pessoas morreram, segundo a mídia estatal. As Forças Armadas de Israel afirmaram ter estabelecido superioridade aérea sobre a capital iraniana e disseram que atingiram centros de inteligência, segurança e comando militar.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou em entrevistas que a ofensiva pode durar pelo menos quatro semanas. Em vídeo divulgado no domingo, declarou que os ataques continuarão até que “todos os nossos objetivos sejam alcançados”. Um assessor da Casa Branca disse à Reuters que, apesar da possibilidade de diálogo com uma futura liderança iraniana, a operação militar segue “sem interrupção”.
O Irã confirmou que um conselho formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário e por um membro do Conselho dos Guardiães assumiu interinamente as funções do líder supremo. Em publicação na rede X, Ali Larijani, assessor de Khamenei, afirmou que o país não negociará com Trump e criticou o presidente americano.
O conflito também atingiu outros países do Golfo. O Kuwait informou ter interceptado drones e emitiu alerta de segurança após ameaças de mísseis. Uma base da Força Aérea britânica em Akrotiri, no Chipre, foi atingida por um drone durante a madrugada, com danos limitados e sem vítimas, segundo autoridades locais e o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Testemunhas relataram explosões em Dubai, Doha e em área próxima a Abu Dhabi. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido três petroleiros dos EUA e do Reino Unido no Golfo e no Estreito de Hormuz, além de bases militares no Kuwait e no Bahrein.
Os primeiros mortos americanos foram confirmados no domingo. Três militares dos EUA morreram em uma base no Kuwait, segundo autoridades ouvidas pela Reuters. Trump prestou homenagem aos soldados e alertou que novas baixas podem ocorrer.
Desde o início das operações no sábado, as forças americanas realizaram mais de 1.000 ataques contra alvos no Irã, segundo o Pentágono. O presidente dos EUA disse que nove navios da Marinha iraniana e uma instalação naval foram destruídos.
(com Reuters)
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