Enquanto o uso da inteligência artificial (IA) generativa ainda gera polêmicas em Hollywood, a Netflix confirmou que já aplicou a tecnologia em diversos seus processos de produção. Segundo o streaming, aproximadamente 300 títulos de seu catálogo já usaram a solução em alguma etapa de suas criações.
A informação foi confirmada pela corporação em uma reunião com acionistas, na qual ela discutiu seus resultados comerciais mais recentes. Sua liderança afirma que usou a tecnologia para fazer artes conceituais de histórias, para ajudar na “’pré-visualização” de conteúdos completos e durante suas etapas de pós-produção e lançamento.
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Netflix vai expandir uso da IA generativa
A Netflix também divulgou alguns dos títulos nos quais usou a IA generativa com resultados que julga positivos. Entre ele está a minissérie Brasil 70: A Saga do Tri e O Experimento Americano, produção em cinco episódios que conta detalhes da fundação dos Estados Unidos.
- Segundo o streaming, a tecnologia ajudou a criar “sequências altamente complexas” envolvendo grandes multidões e batalhas;
- A empresa destacou que a IA generativa ajuda a “entregar resultados de alta qualidade mais rapidamente e com um custo menor do que com métodos tradicionais”;
- “Em alguns casos, as produções teriam que deixar de lado cenas centrais e sequências, na ausência da tecnologia de IA generativa”, destacou o streaming;
- Além de usar a tecnologia na produção de conteúdo, a Netflix também pretende usá-la em outras áreas de suas operações;
- Elas incluem seus sistemas de sugestões para consumidores, bem como inserções de anúncios publicitários.
Durante a conversa com acionistas, o co-CEO Ted Sarandos destacou que a compra da InterPositive, companhia fundada por Ben Affleck, já está rendendo frutos positivos. Segundo ele, enquanto a integração do negócio está em seus “primeiros dias”, as ferramentas de IA oferecidas por ele já estão ajudando a acelerar a produção de diversos conteúdos.
Netflix diz que a tecnologia “expande a visão de criadores”
Sarandos afirma acreditar que as ferramentas de IA generativa que já foram abraçadas pela Netflix ajudam a expandir a visão criativa de seus criadores. Como exemplo, ele citou um trecho de 17 minutos de O Experimento Americano, que foi capaz de ampliar o escopo da série, com metade do custo exigido por métodos tradicionais.
Ao mesmo tempo, o co-CEO afirmou que a tecnologia não está sendo usada para substituir profissionais dentro da empresa. “Acreditamos que é preciso ter grandes artistas para fazer algo excelente, e a IA não vai mudar isso”, explicou. “Filmes estão sendo feitos por pessoas que fazem filmes. A IA oferece a eles ferramentas melhores para torná-los ainda melhores”.
O executivo também explicou que a Netflix quer fazer séries e filmes “mais baratos e rápidos”, mas isso não significa deixar de lado a qualidade. E, justamente por isso, não é possível abrir mão de profissionais que entendam como produzir esses conteúdos e usar as técnicas que têm à disposição da melhor maneira possível.
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