A técnica de enfermagem Isabella Caroline dos Santos foi presa em flagrante nesta quinta-feira (16) por desviar medicamentos de hospitais da Rede Mário Gatti, de Campinas, e por vender canetas emagrecedoras de forma ilegal.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, ela negociava as vendas por aplicativo de mensagens. A reportagem da EPTV Campinas teve acesso às conversas, que mostram que a técnica de enfermagem oferecia uma ampola de caneta emagrecedora por R$ 500.
“500 reais a ampola. Dá para até 5 aplicações começando com 8 unidades”, dizia o texto.
Ela utilizava motoboys para fazer as entregas ou combinava de passar os medicamentos pessoalmente.
“Só aceito dinheiro. E tem que pegar comigo na rua de trás da maternidade… em frente ao cartório!”, explicava na mensagem.
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Investigação
Nesta quinta-feira também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois hospitais da Rede Mário Gatti e na casa da técnica de enfermagem. Nas unidades de saúde, nada foi encontrado, mas na residência e no carro dela, foram encontrados itens desviados dos hospitais, como remédios, seringas, agulhas e até medicamento opióide, classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como droga. Por isso, ela vai responder por tráfico de drogas, além de associação criminosa e crime contra a saúde pública.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, ela abordava pessoas dentro do hospital para repassar medicamentos. Também há indícios de que ela entregava as seringas desviadas como ‘brinde’ para quem comprava as canetas emagrecedoras.
“Embora nenhum desses produtos (canetas emagrecedoras) tenham sido achados na casa, encontramos uma série de conversas que demonstram que de maneira permanente ela vinha fazendo essas vendas das ampolas emagrecedoras, todas vindas do exterior, por um preço médio de R$ 1,2 mil”, explicou Marcelo Fehr, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.
“Tinham vários clientes e ela fazia a revenda desses medicamentos de maneira ilegal porque essas vendas só com prescrição médica e de marcas homologadas pela Anvisa no Brasil”, completou o delegado sobre a venda de canetas emagrecedoras.
A técnica de enfermagem também é investigada por associação criminosa. “São várias encomendas que ela recebia, deixando claro a existência de uma estrutura organizada para a prática dos crimes, tem as pessoas de quem ela comprava os medicamentos e também uma cadeia logística de distribuição. Algumas vezes era ela que levava aos clientes e outras vezes se valia por motoboys”, acrescentou o delegado.
Sobre as seringas e medicamentos encontrados em posse da técnica de enfermagem, ela disse que é normal profissionais da saúde colocar esses itens nos bolsos dos jalecos e, quando encerram a jornada, esquecem de devolver, levando para casa.
A prisão de Isabella se tornou preventiva e ela passou por uma audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (17), na qual foi mantida sob custódia do Estado.
O celular dela vai passar por perícia e as investigações continuam, principalmente para chegar a outros integrantes da associação criminosa.
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O que dizem os hospitais
Em nota, a Rede Mário Gatti, que administra o hospital Ouro Verde, informou que não tinha conhecimento do caso e que a profissional é uma técnica de enfermagem terceirizada e não contratada pela rede. A direção da unidade solicitou e a empresa contratante vai abrir uma sindicância para apurar os fatos.
Ainda de acordo com a nota, foi solicitado o afastamento da profissional da função que exercia no hospital e, ao final da sindicância, uma das penalidades poderá ser o desligamento da técnica de enfermagem pela empresa terceirazada. A Rede Mário Gatti concluiu a nota informando que está à disposição da polícia para colaborar com as investigações.
O Hospital Maternidade de Campinas, alvo de um dos mandados de busca e apreensão, informou que, até o momento, não foi procurado pelas autoridades e que irá colaborar integralmente com os órgãos competentes, esclarecendo ainda que a pessoa citada não integra seu quadro de colaboradores.
*Com informações de Wesley Justino e Henrique Borba/ EPTV Campinas
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