
A Fifa anunciou nesta quinta-feira, 7, um novo acordo de licenciamento exclusivo com a Fanatics para a produção de álbuns de figurinhas, cards colecionáveis e jogos de cartas ligados às competições da entidade. A parceria marca o fim de uma era histórica com a Panini, que dominou o mercado de colecionáveis das Copas do Mundo por 60 anos.
O novo contrato começa a valer integralmente a partir de 2031 e engloba produtos físicos e digitais. A produção ficará sob responsabilidade da Fanatics Collectibles, utilizando a marca Topps, empresa adquirida pelo grupo em 2022.
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Entre as novidades previstas pela parceria está a inclusão de patches de camisas utilizadas por jogadores em cards oficiais, algo já popular em ligas esportivas dos Estados Unidos e que passará a integrar os produtos ligados ao futebol internacional.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, destacou o potencial comercial e de engajamento do novo acordo. “Estamos vendo a Fanatics liderar grandes inovações no universo dos colecionáveis, criando novas formas de conexão entre torcedores, clubes e jogadores. Com o alcance global dos torneios da Fifa, isso amplia ainda mais o envolvimento dos fãs e gera novas receitas para reinvestir no futebol”, afirmou.
“Em todo o cenário esportivo, vemos que a Fanatics está impulsionando uma enorme inovação em itens colecionáveis, proporcionando aos fãs uma nova e significativa maneira de se conectar com seus times e jogadores favoritos. Portanto, do ponto de vista da Fifa, podemos globalizar esse engajamento dos fãs justamente graças ao nosso portfólio global de torneios. E isso proporciona outra importante fonte de receita comercial que reinvestimos, como sempre, no jogo, no futebol”, disse.
Fundador da Fanatics, Michael Rubin classificou o anúncio como um momento histórico para a empresa: “Este é verdadeiramente um dia histórico para a nossa empresa. O futebol global representa a maior oportunidade de crescimento no esporte, e quando combinamos o poder da Fifa com a inovação e o espírito empreendedor da Fanatics, juntos estamos preparados para elevar a narrativa e os itens colecionáveis do futebol a um nível nunca antes visto”, disse.
Já o CEO da Fanatics Collectibles, Mike Mahan afirmou que a intenção é aproximar ainda mais os fãs dos grandes torneios e atletas.
Além dos produtos comerciais, a Fanatics informou que distribuirá mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 738 milhões) em colecionáveis gratuitos ao longo da parceria, como forma de incentivo ao futebol de base e aproximação com jovens torcedores ao redor do mundo.
Pré-venda do álbum da Copa de 2026 gera revolta
O anúncio da nova parceria acontece em meio a críticas envolvendo a distribuição do álbum oficial da atual Copa do Mundo, que começou oficialmente no dia 1º de maio. Consumidores que adquiriram a versão capa dura na pré-venda relatam atrasos significativos na entrega do produto.
Nas redes sociais, diversos compradores afirmam que ainda não receberam os álbuns e reclamam da falta de informações claras sobre o envio. Em alguns casos, a previsão de entrega foi alterada para 26 de maio, o que provocou pedidos de cancelamento e críticas à Panini.
A situação gerou ainda mais irritação entre colecionadores porque o álbum de capa dura já pode ser encontrado fisicamente em algumas livrarias pelo Brasil antes mesmo da entrega aos clientes da pré-venda.
O Estadão procurou a assessoria da Panini, mas não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.
Fifa amplia presença da Fanatics
A parceria entre Fifa e Fanatics vai além dos álbuns e cards. A empresa será responsável pelas operações oficiais de varejo e merchandising da Copa do Mundo de 2026, incluindo lojas nos estádios e ativações em áreas de torcedores.
Outro ponto anunciado pela entidade é que as coletivas prévias da final da Copa de 2026 acontecerão dentro da Fanatics Fest, em evento marcado para o dia 17 de julho, em Nova York, com participação de jogadores e técnicos.
Dois dias depois, no dia 19 de julho, o evento também promoverá uma grande transmissão pública da decisão em telões espalhados pelo Javits Center, em Nova York, encerrando a primeira edição da competição com 48 seleções, organizada simultaneamente por Estados Unidos, México e Canadá.
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