Expressões como “light”, “sem açúcar”, “rico em fibras” ou “proteico” costumam chamar a sua atenção nas prateleiras dos mercados? Se isso acontece com frequência, saiba que uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apontou que os rótulos de embalagens podem criar uma falsa percepção de saúde e levar consumidores a escolhas equivocadas.
“Efeito halo” no rótulos
Realizado por pesquisadores da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas) e publicado na revista Journal of the American Nutrition Association, o estudo identificou o chamado “efeito halo”. Uma referência aos anéis luminosos, o termo é usado para exemplificar um produto que tem uma característica positiva no que rótulo, que acaba ofuscando outros aspectos importantes do alimento, como excesso de açúcar, gordura ou calorias.
“Muitas vezes são alimentos ultraprocessados, com altos teores de açúcar e gorduras, mas com sua composição alterada para serem também ricos em proteínas ou fibras”, afirma o professor Diogo Thimoteo da Cunha, orientador da pesquisa.
Armadilhas nos rótulos
Na pesquisa, 412 adultos responderam a questionários sobre hábitos alimentares e comportamento de consumo. Depois, analisaram versões tradicionais e alternativas de sete alimentos comuns no mercado, como chocolate, pão, paçoca, iogurte, requeijão, biscoito e leite.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
Os participantes deveriam classificar cada item em uma escala de “muito ruim para a saúde” até “muito bom para a saúde”.
O resultado mostrou que, independentemente do perfil de consumo, todos os grupos tenderam a considerar como mais saudáveis os produtos com algum tipo de alegação nutricional no rótulo, os classificando como mais saudáveis.
Consumidores devem ficar atentos aos rótulos
Camila de Mello Marsola, nutricionista responsável pelo estudo, destacou que trocar um alimento por outro com promessa de benefício pode ser válido, desde que a composição completa seja observada. Caso contrário, a pessoa pode consumir maiores quantidades acreditando que fez uma escolha melhor.
“Muitas vezes, as pessoas trocam o alimento por sua versão light. Agora há o boom da proteína, então trocam por um iogurte high protein. A pessoa acaba se permitindo consumir mais desses alimentos, achando que são mais saudáveis ou menos calóricos”, disse.
Um exemplo citado são barras enriquecidas com proteína. Apesar da imagem saudável, algumas versões podem ultrapassar 300 calorias por porção e apresentar altos teores de gordura.

Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
LEIA TAMBÉM: Shopping terá encontro de yorkshire com feirinha de adoção
O post Estudo da Unicamp alerta para ‘armadilha’ nos rótulos de alimentos apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
