O celular lançado pela empresa da família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalmente foi lançado no país e começou a ser enviado para os consumidores. Os primeiros detalhes do aparelho, porém, contam histórias diferentes das promessas feitas ao público.
A NBC News teve acesso ao dispositivo e fez uma análise preliminar do aparelho, chamado de T1 ou Trump Phone. Ao mesmo tempo, ela também apontou quais as diferenças entre o aparelho originalmente listado para reserva pela Trump Mobile e a versão final do produto.
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As descobertas mais curiosas incluem uma polêmica na logo da operadora e a “coincidência” no design do aparelho em comparação com o modelo lançado anteriormente por uma fabricante conhecida do mercado.
O que exatamente é o Trump Phone?
- O T1 Phone é um aparelho apresentado em junho de 2025 e vendido para clientes interessados por US$ 499 (por volta de US$ 2,5 mil em conversão direta de moeda);
- Em termos de design, ele muito possivelmente foi construído com base em um aparelho já existente: o HTC U24 Pro, lançado originalmente na metade de 2024. A única diferença, fora a cor dourada, estaria no módulo de câmeras traseiras e a localização do flash em LED;
- Um detalhe curioso que pode ter a ver com o uso de uma base já existente está na presença de uma entrada de 3,5 mm para fones de ouvido — algo pouco comum nos dispositivos lançados nos EUA, onde a cultura dos fones sem fio está mais difundida;
- Por dentro, ele é um smartphone com Android e um aplicativo a mais do que a experiência convencional: a rede social Truth, que pertence ao próprio Donald Trump e foi criada quando ele foi suspenso de várias das plataformas tradicionais após os incidentes do 6 de janeiro de 2021;
- Outra curiosidade do visual está na logo da Trump Mobile, que traz a bandeira dos Estados Unidos. Ela tem apenas 11 das faixas horizontais da bandeira do país, embora a o espaço adicional e a logo da marca possam representar as duas faixas ausentes.
As promessas do Trump Phone
O dispositivo traz ainda a informação na caixa de que ele foi montado nos EUA. O uso do termo assembled (que é “montar” em inglês) em vez de made (“fabricar”) indica que boa parte das peças veio de outro país e somente o processo final de construção do aparelho foi feito localmente, sem indicação de qual fábrica foi responsável por isso.
Essa inscrição representa uma das várias mudanças no anúncio original, que indicava que ele seria “feito nos EUA” em uma versão antiga do site. Até mesmo o design do aparelho foi trocado radicalmente mais de uma vez — sendo que, em uma das imagens utilizadas no processo, o celular era na verdade um Galaxy S25 Ultra da Samsung.
Segundo o analista da NBC News, o T1 Phone tem um fator custo-benefício considerável para um celular intermediário e “até tira fotos bastante boas”, apesar de ser distante do que já foi prometido pela companhia.
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