
À primeira vista, escolher um curso executivo no exterior parece uma decisão sobre universidade, currículo ou peso do diploma. O que muita gente não avalia é que o país acaba moldando quase tudo ao redor da experiência.
Ritmo das aulas, perfil dos colegas, tipo de networking fora da sala e até a forma como você passa a enxergar carreira e mercado mudam bastante dependendo do destino escolhido. E daí surge a dúvida: fazer um curso executivo nos EUA ou na Europa?
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A resposta vai depender do que exatamente o profissional está buscando, se uma experiência mais intensa e conectada a grandes centros de negócios e inovação, diversidade cultural, circulação internacional, adaptação mais fluida no dia a dia, entre outros aspectos.
Nos últimos anos, destinos europeus como Portugal, Espanha e Itália também passaram a ganhar espaço entre brasileiros interessados em formação executiva fora do país. Cada um por razões diferentes.
Estudar nos EUA ou Europa: que tipo de experiência profissional você procura?
Em um curso executivo, a cidade, os colegas, os professores, as empresas próximas e até o ritmo de vida também ajudam a moldar o aprendizado.
Rankings internacionais de educação executiva, como os do Financial Times e da QS Executive, mostram que tanto escolas americanas quanto europeias seguem entre as mais reconhecidas do mundo.
Nos Estados Unidos, a experiência costuma ser mais acelerada e conectada à cultura de negócios do país. Cidades como Nova York, São Francisco, Vale do Silício e Boston concentram empresas, investidores, universidades e ecossistemas ligados a finanças, tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Para quem busca contato com mercados competitivos, negócios em escala e uma lógica mais direta de networking, o país costuma oferecer uma imersão intensa.
Na Europa, a proposta é outra, com foco nas escolas de negócios em centros como Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Barcelona, Lisboa e Milão. Mas a força da experiência está também na convivência multicultural.
Em muitos programas, o aluno divide espaço com profissionais de vários países e trajetórias. Isso favorece discussões mais diversas sobre gestão, liderança, mercados internacionais e formas diferentes de fazer negócios.
Quanto ao idioma, a exigência aparece desde o processo seletivo nos Estados Unidos. Como os programas são integralmente ministrados em inglês e o ambiente corporativo é altamente dinâmico, a adaptação tende a ser mais imediata para quem já é fluente.
Já na Europa, a situação é mais flexível. Embora os idiomas locais sejam preservados fora da universidade, grande parte dos cursos executivos e programas de pós-graduação internacionais é oferecida em inglês. Ainda assim, o idioma local influencia bastante o dia a dia, especialmente fora do ambiente acadêmico.
Portugal, Espanha e Itália: por que esses destinos ganharam espaço entre brasileiros
Esses três países passaram a atrair perfis diferentes de executivos brasileiros, combinando especializações acadêmicas, ambientes de negócios e níveis distintos de adaptação cultural e profissional.
| País | Foco | Vantagens | Alguns destaque |
|---|---|---|---|
| Portugal | Tecnologia, startups e negócios digitais. | Porta de entrada mais confortável para a experiência devido ao idioma. | Nova School of Business and Economics; Católica Lisbon School of Business & Economics |
| Espanha | Negócios globais, gestão internacional e conexão entre mercados europeus e latino-americanos. | Contato com multinacionais e networking internacional; idioma mais próximo do português. | IESE Business School; IE Business School |
| Itália | Design, luxo, moda e indústria. | Mais imersão cultural; exposição a setores criativos e industriais fora do eixo tecnologia e finanças. | SDA Bocconi School of Management |
Visto e burocracia
Os trâmites legais também mudam bastante conforme o destino escolhido.
Nos Estados Unidos, o processo costuma ser mais rigoroso e centralizado. Para cursos de longa duração, o estudante normalmente precisa receber da instituição o formulário I-20, emitido por escolas autorizadas a matricular alunos internacionais. Com esse documento em mãos, é possível iniciar o pedido do visto F-1, categoria mais comum para estudantes estrangeiros.
O processo nos EUA ainda envolve preenchimento do formulário DS-160, pagamento da taxa SEVIS e entrevista presencial no consulado ou embaixada americana. Em muitos casos, a comprovação financeira precisa demonstrar capacidade de custear praticamente todo o período de estudos.
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Na Europa, os processos variam conforme o país, mas normalmente passam por matrícula formal na instituição, seguro saúde internacional e solicitação de vistos nacionais de longa duração, conhecidos de forma geral como visto D. Em Portugal, por exemplo, estudantes brasileiros costumam solicitar o visto D4 ainda no Brasil, normalmente por meio dos centros de atendimento ligados ao consulado português. Além da carta de aceitação da universidade, o processo costuma exigir comprovantes de alojamento, meios de subsistência e seguro de viagem.
Já na Espanha, é preciso solicitar o Visado de Estudios diretamente nos consulados espanhóis. Para cursos acima de seis meses, o estudante deve emitir posteriormente a Tarjeta de Identidad de Extranjero (TIE), documento de residência temporária solicitado no país.
A Itália costuma adicionar etapas burocráticas. Além do visto para estudos solicitado ainda no Brasil, o estudante pode precisar apresentar a chamada Dichiarazione di Valore, documento emitido pelas representações italianas para validar diplomas e históricos acadêmicos estrangeiros. Também é comum a exigência do Permesso di Soggiorno, autorização de residência temporária que deve ser solicitada nas primeiras semanas de permanência no país.
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