Quase esquecido, o Omoda E5 terá uma nova estratégia. A Omoda & Jaecoo vai lançar uma versão de entrada do SUV elétrico por R$ 149.900, com estreia prevista ainda este ano. A redução de R$ 60.000 no preço sugerido ajudará o crossover elétrico, que estreou no país por R$ 209.990 e acumula pouco mais de 500 unidades emplacadas.
De acordo com o jornalista Jorge Moraes, a estratégia visa reverter o desempenho tímido de vendas e ganhar volume de forma rápida no Brasil. Ao baixar o patamar de preço para a faixa de R$ 149 mil, a fabricante deixa de competir com SUVs elétricos maiores e passa a enfrentar diretamente os compactos de marcas rivais como BYD Dolphin, GWM Ora 03 e GAC Aion UT, que oferecem dimensões menores e baterias com menor capacidade de armazenamento de energia pelo mesmo custo.
Na parte mecânica, o modelo chinês mantém o motor elétrico montado no eixo dianteiro com potências de 204 cv e torque de 34,7 kgfm. O conjunto é alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 61 kWh. Segundo o Inmetro, a autonomia é de 345 km.
Para as recargas, o sistema elétrico do crossover suporta estações de corrente contínua (DC) com potência de até 80 kW. Sob essa condição de abastecimento rápido, a bateria consegue recuperar de 30% a 80% da sua carga total em 28 minutos.

A mudança de posicionamento joga o SUV médio para o centro da briga com o BYD Dolphin GS, vendido pelos mesmos R$ 149.990, mas equipado com bateria menor de 44,9 kWh e autonomia de 291 km pelo selo do Inmetro.
O mesmo acontece com o GMW Ora 03, atualmente vendido em versão única BEV58 e que está com um desconto de R$ 20.000, fazendo com que custe R$ 149.900. Esta configuração tem 171 cv e 25,5 kgfm, uma bateria de 58 kWh e 315 km de alcance. Recentemente, a marca lançou o Ora 5, posicionado como um SUV e que custa R$ 169.000. É equipado com um motor de 204 cv e sua autonomia é de cerca de 300 km, utilizando a mesma bateria de 58 kWh do hatch Ora 03.
O que ainda não está claro é como a Omoda & Jaecoo chegará a este valor. É possível que a fabricante retire alguns equipamentos para baratear o modelo. Outra posssibilidade é a substituição do motor e da bateria. Em diversos mercados, como na Austrália, a fabricante trocou a bateria de 61 kWh da BYD por uma de 58,9 kWh feita pela CATL, porém sem mudar a autonomia. Já o motor passou de 204 cv para 211 cv, porém o torque caiu de 34,7 kgfm para 29,4 kgfm. Na Tailândia, o carro é vendido com uma bateria ainda menor, de 50,6 kWh.
