O Jeep Avenger chega oficialmente ao mercado brasileiro com o título de menor utilitário esportivo do portfólio da marca. Posicionado para disputar vendas com Renault Kardian, Volkswagen Tera e Fiat Pulse, o modelo é o menor entre os concorrentes com 4,08 m de comprimento. No entanto, se mantêm na média quando o assunto é altura (1,58 m) e largura (1,98 m).
Medidas do Jeep Avenger em comparação aos concorrentes
- Jeep Avenger – 4,08 m de comprimento; 1,98 m de largura; 1,58 m de altura e 2,56 m de distância entre-eixos.
- Volkswagen Tera: 4,14 m de comprimento; 1,98 m de largura; 1,50 m de altura e 2,56 m de distância entre-eixos.
- Renault Kardian: 4,12 m de comprimento; 2,02 m de largura; 1,59 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos.
- Fiat Pulse: 4,09 m de comprimento; 1,97 m de largura; 1,57 m de altura e 2,53 de distância entre-eixos.
Apesar do apelo aventureiro que se vê em toda a carroceria, as barras longitudinais de teto também reforçam essa caracterização. Mas o projeto tem uma limitação física: o proprietário precisa escolher entre ter o rack ou o teto solar.
Segundo a própria Stellantis, a ausência do teto solar de série mesmo na versão Limeted, topo de linha, não foi motivada por redução de custo. A decisão partiu da engenharia da marca para retrabalhar o aproveitamento vertical da cabine.

Os executivos decidiram utilizar os centímetros adicionados pelas barras longitudinais para ganhar essa medida na altura total do veículo em todas as configurações. Como a arquitetura do teto não permite acomodar as duas estruturas juntas, a fabricante priorizou o item funcional na linha de montagem.

Assim, o motorista que optar pelo teto solar, disponível como opcional nas versões Longitude (R$ 135.990) e Limited (R$ 145.990), vai precisar deixar o rack de teto de lado. Na opção topo de linha o equipamento extra adiciona R$ 7.500 ao valor final, ou R$ 8.500 em um pacote combinado com painel digital de 10,25″ e central multimídia com ChatGPT na configuração intermediária.

Essa escolha de projeto resgata uma solução aplicada anteriormente pelo próprio grupo Stellantis. Em 2006, a Fiat lançava o Idea Adventure com um rack de teto em formato de bumerangue, derivado do conceito europeu 5terre.

As barras em “X” ou “V” serviam como identidade da linha aventureira. Na época, a própria marca divulgava que aquele desenho tinha efeito aerodinâmico: funcionava como um aerofólio quando não estava carregando bagagem. Mas adicionar o teto solar Skydome, opcional, obrigava a versão aventureira a sair de fábrica sem rack de teto.


