O novo Volkswagen Atlas Cross Sport chega à nos segunda geração com a missão de manter sua relevância nos Estados Unidos. A grande novidade do modelo 2027 é a adoção da arquitetura MQB Evo, além de um inédito motor 2.0 turbo com turbo de geometria variável.
A montadora utiliza o SUV sem a terceira fileira de bancos como uma ferramenta para atrair consumidores que não precisam da capacidade de um SUV familiar. Sem o compromisso de levar sete passageiros, o modelo prioriza casais e famílias menores. Isso explica a carroceria mais baixa e a traseira com caimento cupê, características que tentam justificar o apelo esportivo diante de rivais asiáticos.
Para reforçar essa postura, o utilitário é 13,7 cm mais curto que a versão tradicional de sete lugares (medindo 4,96 m de comprimento) e 5,3 cm mais baixo. O balanço traseiro encurtado aliado às novas rodas de liga leve (que variam de 18 a 21 polegadas) tentam transmitir uma sensação de maior assentamento no solo, conferindo um visual mais agressivo.
Na dianteira, os faróis de led divididos e a grade mascarada aproximam o desenho do utilitário da atual linguagem global da marca. Na parte de trás, a porta do porta-malas agora fica nivelada com o para-choque, enquanto as lanternas conectadas trazem setas dinâmicas de série para conferir uma aparência mais elaborada.
Motor mais potente com menos torque
A principal alteração mecânica está na adoção do motor EA888 evo5, um quatro cilindros 2.0 TSI. O emprego de um turbocompressor de geometria variável permitiu que a potência subisse para 286 cv (um ganho de 13 cv em relação ao antecessor). A mudança promete melhorar a eficiência no consumo de combustível, embora os números oficiais não tenham sido revelados.

Contudo, a evolução cobrou seu preço na força entregue às rodas. O torque máximo caiu para 35,7 kgfm (uma redução de 2,1 kgfm na comparação com o modelo anterior). O propulsor continua associado a um câmbio automático de oito marchas, oferecendo tração dianteira nas opções básicas e o sistema integral 4Motion nas configurações mais caras.
A fabricante confirmou, de maneira discreta, que o utilitário receberá uma versão híbrida futuramente.
Interior prioriza conectividade e conforto térmico

Por dentro, as mudanças acompanham a tendência da indústria de centralizar comandos nas telas. O quadro de instrumentos digital tem 10,25″ em todas as configurações. Já a central multimídia parte de 12,9 polegadas, mas a maioria das versões será vendida com um enorme display flutuante de 15 polegadas.
A cabine adotou um desenho mais limpo, abandonando parte dos acabamentos plásticos da geração passada em favor de superfícies emborrachadas e apliques que imitam madeira. A marca introduziu um seletor giratório no console central para ajustar o volume do rádio, selecionar os modos de condução e alterar a iluminação ambiente, que possui até 30 opções de cores.

O banco do motorista ganhou ajustes elétricos de 12 vias com regulagem lombar a partir da versão de entrada. Os modelos superiores adicionam função de massagem para os ocupantes dianteiros e suporte ajustável para as coxas, além de um carregador por indução atualizado para acomodar dois celulares lado a lado.
A conectividade também foi ampliada por meio de um pacote de assinaturas digitais, que integra inteligência artificial no comando de voz, acesso a jogos nativos com o veículo estacionado e controles de sistemas residenciais acionados a partir da própria tela do veículo.

O pacote de proteção ganhou o acréscimo de um airbag central dianteiro (somando sete bolsas no total) e atualização no sistema de condução semi-autônoma. O controle de cruzeiro adaptativo preditivo agora consegue ajustar a velocidade do carro de forma autônoma em curvas, rotatórias e saídas de rodovia, desde que o GPS nativo esteja em uso.
Produzido no estado do Tennessee, a linha Atlas representa hoje um terço de todas as vendas da montadora alemã nos Estados Unidos. A segunda geração do SUV começa a ser vendida no início de 2027, momento em que os preços oficiais serão divulgados.
