A série Lucky, do Apple TV, fechou sua primeira temporada com um desfecho tenso, emocional e cheio de reviravoltas. Estrelada por Anya Taylor-Joy, a produção acompanha Luciana “Lucky” Armstrong, uma golpista que precisa recuperar uma fortuna roubada enquanto escapa de familiares perigosos e de agentes federais.
A Apple TV segue investindo pesado em produções originais como esta, e quem quiser conferir outras apostas do streaming pode dar uma olhada nesta lista com as 12 melhores séries originais da Apple TV.
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Baseada no livro de Marissa Stapley, a trama de sete episódios criada por Jonathan Tropper e Cassie Pappas terminou como uma minissérie e mistura crime, drama familiar e um jogo psicológico entre pai e filha.
Veja abaixo como tudo se resolveu e o que os criadores explicaram sobre o final de Lucky!
Final explicado de Lucky, série da Apple TV
Lucky: como termina o confronto no terminal de gás
O episódio final, chamado “All Good Things”, leva todos os personagens principais a um terminal de gás isolado para o acerto de contas.
Lucky (Anya Taylor-Joy) usa um grampo da polícia para negociar com a agente Rand (Aunjanue Ellis-Taylor) sua liberdade e a do pai, John (Timothy Olyphant), em troca do dinheiro roubado por seu falecido marido Cary (Drew Starkey).
Na negociação com a matriarca do crime Priscilla (Annette Bening) e o chefão Wayne Whittaker (William Fichtner), Lucky revela que o dinheiro foi convertido em criptomoeda e que só ela tem a frase de recuperação da carteira digital.
Ela também expõe que o agente Kershaw (Eric Lange) era um informante corrupto trabalhando para Whittaker, o que gera uma luta brutal entre ele e Rand, terminando com a morte do agente infiltrado.
A traição que muda tudo no final de Lucky: Priscilla mata Wayne
O momento mais chocante do final acontece quando Whittaker, sentindo que perdeu o controle da situação, entrega sua própria arma a Priscilla e ordena que ela mate Lucky para provar lealdade.
Em vez disso, Priscilla se vira e atira em Wayne, encerrando anos de abuso e subordinação ao chefão. Ela ainda finaliza o serviço com um tiro na cabeça dele, dizendo que ele “não teve nem um pingo de dignidade” como pai de Cary.
Segundo Annette Bening, essa decisão nasce de um misto de vingança pessoal e afeto por Lucky e John, quase como uma forma de dar à nora a liberdade que ela própria nunca teve.
Depois de vencer o confronto com a ajuda do braço direito Dutch (Clifton Collins Jr.), Priscilla libera John e Lucky com o dinheiro intacto, algo que ela acredita ser a vontade que o próprio Cary teria.
Esse tipo de desfecho carregado de simbolismo tem sido comum em séries recentes, como no final explicado da 3ª temporada de Minha Vida com a Família Walter, que também apostou em reviravoltas familiares para encerrar sua trajetória.
O golpe final de Lucky contra o próprio pai
A virada mais importante do final, porém, acontece longe da violência. Em um motel, Lucky e John trocam memórias e sonhos recorrentes, e é aí que a série revela, em flashback, que o pai quase deixou a filha se afogar quando criança apenas para aplicar um golpe e ganhar diárias grátis em um hotel. É o trauma que explica os pesadelos de afogamento de Lucky ao longo da temporada.
Ao perceber que John só pensa em gastar a fortuna e não demonstra nenhum interesse real em recomeçar como família, Lucky decide agir.
Ela esconde a frase de recuperação da criptomoeda dentro de um ursinho de pelúcia e, quando o pai foge com o brinquedo pensando ter vencido o próprio jogo, encontra apenas uma gravação da voz da filha. Nela, Lucky confessa que sempre soube que aquele momento chegaria e devolve a ele a liberdade, mas não o dinheiro. A fortuna é doada aos federais, encerrando de vez sua dívida com a lei.
A cena final mostra Lucky caminhando sozinha por uma praia, com os pés na água, finalmente livre do ciclo de manipulação que definiu toda a sua vida.
É um desfecho que, segundo os próprios showrunners, só fazia sentido se a protagonista abandonasse todos os vínculos, inclusive o dinheiro, para reconstruir sua identidade sozinha.
Assim como aconteceu em Sterling Point, do Prime Video, o desfecho aposta na libertação individual da protagonista como ponto central da narrativa.
Por que a trama entre Rand e Priscilla ficou em aberto em Lucky?
Apesar do fechamento emocional de Lucky, um fio ficou solto: a perseguição da agente Rand a Priscilla, que assume o posto de Whittaker no crime organizado.
Rand promete “pegar” a matriarca depois da morte do parceiro, mas Tropper e Pappas explicaram que essa tensão foi deixada de propósito sem solução, simbolizando um ciclo que nunca termina para essas duas personagens, enquanto Lucky é a única que realmente escapa.
Lucky vai ter 2ª temporada no Apple TV?
Apesar da porta entreaberta, os criadores confirmaram que Lucky foi concebida como minissérie e não há planos para uma segunda temporada.
Para Tropper, arrastar a protagonista de volta ao mundo do crime enfraqueceria o tema central da história, que é justamente sua libertação.
É um caminho parecido com o que fez o sucesso de audiência da 4ª temporada de Ted Lasso no Apple TV, mostrando que o streaming aposta tanto em arcos fechados quanto em longevidade, dependendo da história.
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