A nova Volkswagen Amarok fez sua primeira aparição pública durante a Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos (SP), nesta sexta-feira (21). Trata-se da nova geração confirmada para chegar ao mercado em 2027, ainda coberta por camuflagem. O modelo foi concebido a partir de parceria da montadora com a chinesa SAIC.
De acordo com a Volkswagen, o projeto, chamado internamente de Patagonia, tem a promessa de dar origem à Amarok mais potente de toda a trajetória do modelo na América do Sul, superando os 258 cv da atual motorização V6 3.0 turbodiesel. Para isso, o modelo reunirá tecnologia e eletrificação.
A informação vai de encontro com o que já foi apurado pela imprensa argentina. O modelo compartilha a plataforma com picapes chinesas como a Maxus Terron 9, o que indica o uso a motorização 2.5 turbodiesel de origem SAIC com 223 cv e 52,8 kgfm, gerenciado por uma caixa automática de oito marchas. Há também um cronograma que prevê a introdução de variantes com conjunto híbrido plug-in a gasolina nos meses seguintes ao lançamento.
Apesar da origem chinesa, o visual externo tem assinatura brasileira. Do design da equipe liderada por José Carlos Pavone dá para notar que os faróis são como barras de LED mais curtas. A iluminação também aparece no nível do logo da VW e corta o para-choque dianteiro de fora a fora.

A dianteira do carro tem detalhes projetados para frente, dando um ar de ainda mais robustez a picape média que deve chegar maior para tentar recuperar espaço frente às rivais do segmento, como Toyota Hilux e Ford Ranger. A Maxus Terron 9, picape original da SAIC, mede 5,50 m de comprimento, 3,30 m de entre os eixos, 2 m de largura e 1,86 m de altura.
Diferente da irmã chinesa, a nova Amarok abusará de mais de vincos no capô, que terá três andares diferentes na chapa. A grade também será diferente, tomando menos espaço menos espaço no visual e apostando em linhas horizontais. Por fim, quem parece “beber” da identidade da Maxus Terron 9 é o retrovisor.

A calibração de suspensão, freios e motores também está sendo executada pelas equipes da Volkswagen no Brasil e na Argentina (onde ela será de fato fabricada). Para isso, a montadora afirma que desenvolvimento do utilitário inclui testes severos em condições reais de uso por diversos territórios do continente. Essa rodagem intensa é similar ao processo adotado com outros projetos regionais da marca, como a picape intermediária Tukan.
