A quinta geração do BMW X5 também representa a maior reformulação visual e mecânica desde 1999, quando se tornou o primeiro SUV da BMW. Agora, adota a linguagem visual inspirada nos elétricos Neue Klasse e expande sua gama de versões em diferentes frentes de eletrificação. A produção em Spartanburg, nos Estados Unidos, começa em agosto, com as primeiras entregas globais programadas para novembro.
O modelo mais lucrativo da fabricante, o BMW X5 agora adota as linhas de design inspiradas na família Neue Klasse e passa a ser o primeiro veículo da empresa projetado para receber cinco tipos diferentes de motorização, incluindo opções a combustão, híbridas, elétrica e a hidrogênio.
A renovação do utilitário esportivo ocorre para enfrentar a forte concorrência global e preparar o portfólio para as novas regras internacionais de emissões. Ao adotar a plataforma CLAR atualizada, a fabricante alemã consegue produzir todas as variantes na mesma linha de montagem. Isso reduz os custos de produção e permite flexibilidade para atender diferentes mercados regulatórios de forma ágil.
Identidade minimalista e cabine limpa

Visualmente, o utilitário adotou linhas mais limpas e musculosas, ostentando a grade vertical Iconic Glow iluminada. Os faróis dianteiros trazem elementos internos em formato de X pela primeira vez na marca, enquanto as maçanetas embutidas rente às janelas funcionam com comandos elétricos por toque. Na traseira, as lanternas horizontais cruzam quase toda a tampa do porta-malas, que acomoda de 655 a 1.850 litros de bagagem.

O interior segue o minimalismo dos carros elétricos recentes da fabricante, eliminando botões físicos secundários. O painel é formado pelo Panoramic iDrive, com uma tela digital estendida logo abaixo do para-brisa e head-up display com projeção 3D. A central multimídia utiliza o sistema operacional OS X e possui tela com cantos chanfrados. Opcionalmente, o passageiro do banco dianteiro pode contar com uma tela de entretenimento própria.

O acabamento interno utiliza materiais alternativos, misturando apliques de ardósia natural e detalhes em vidro decorativo nas superfícies do console, além de bancos esportivos com massagem e sistema de som Bowers & Wilkins com 18 alto-falantes.
A iluminação ambiente é totalmente customizável e percorre os painéis de porta e o painel frontal. De acordo com a fabricante, a capacidade do porta-malas varia de 655 a 1.850 litros, dependendo da configuração dos bancos traseiros.


A reformulação estética fez o modelo crescer para 4,99 m de comprimento (+5,9 cm) e expandiu a distância entre-eixos para 3,03 m (+6,0 cm), o que se traduz em maior espaço para as pernas na segunda fileira de bancos. Por outro lado, a carroceria ficou ligeiramente mais esguia, com 2,00 m de largura (-0,4 cm) e 1,75 m de altura (-1,4 cm). O vão livre em relação ao solo é de 22,6 cm, enquanto as rodas de liga leve variam entre 21 e 23″.
Cinco opções mecânicas

A grande novidade mecânica fica por conta do inédito iX5 60 xDrive, a variante totalmente elétrica do utilitário. Equipado com dois motores que geram 578 cv e 82,1 kgfm de torque, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,6 s. A bateria de 141 kWh permite uma autonomia de até 845 km no ciclo WLTP, contando com capacidade de recarga rápida em estações de até 460 kW.
A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,6 s, mas a velocidade máxima é limitada a 210 km/h para preservar os componentes elétricos, contra 250 km/h das opções térmicas e híbridas.

As opções híbridas plug-in também receberam atualizações profundas na autonomia e no rendimento. O novo X5 50e xDrive combina um motor seis cilindros 3.0 a gasolina de 313 cv com um motor elétrico de 197 cv, somando 489 cv e 71,4 kgfm. O conjunto entrega aceleração de 0 a 100 km/h em 5,0 s. A bateria de 29,48 kWh garante alcance elétrico de até 102 km.

Acima dela, o esportivo X5 M60e xDrive eleva o motor a gasolina para 426 cv, gerando potência combinada de 612 cv e 81,6 kgfm, cumprindo o 0 a 100 km/h em apenas 4,5 s.

Para os mercados mais tradicionais, a BMW manteve as opções com sistema híbrido leve de 48V. A versão a gasolina traz o motor 3.0 turbo de 400 cv e 59,2 kgfm, capaz de acelerar o X5 até os 100 km/h em 5,3 s. Já a configuração a diesel 40d xDrive desenvolve 313 cv e 68,4 kgfm, completando a mesma prova em 6,1 s.
Uma variante movida a célula de combustível de hidrogênio, feita em parceria com a Toyota, fechará o catálogo posteriormente com 750 km de autonomia.

Embora seja um grande SUV, o BMW X5 honra a distribuição de peso perfeita, 50:50, entre os eixos, e tem suspensão adaptativa de série. As configurações mais caras trazem suspensão a ar nos dois eixos e esterçamento das rodas traseiras em até 3,2 graus, o que reduz o diâmetro de giro em 80 cm.

Os sistemas de auxílio ao motorista incluem condução semiautônoma de nível 2 até 130 km/h e assistente de mudança de faixa ativado pelo olhar do condutor nos retrovisores laterais. Na prática, o sistema (chamado de Active Lane Change Assistant) funciona como um atalho para confirmar manobras no modo de condução semiautônoma, eliminando a necessidade de usar as mãos, ao mesmo tempo que mantém a responsabilidade do condutor, que precisa continuar prestando atenção à via.

Antes, para o carro realizar a manobra sozinho durante a condução autônoma, o motorista precisava dar um toque na alavanca de seta quando o carro identificava um veículo mais lento à frente e sugeria a ultrapassagem. A novidade da BMW tira os dedos dessa equação.
A engenharia por trás disso depende de uma câmera infravermelha posicionada atrás do volante — a mesma lente já usada para monitorar sinais de fadiga. Ela rastreia o movimento dos olhos e da cabeça do condutor em tempo real. Ao cruzar a sugestão do painel com o movimento dos olhos em direção ao espelho correspondente, o software processa o “sim”.

A produção do utilitário começa em agosto na fábrica de Spartanburg, com as vendas europeias previstas para novembro de 2026. Na Alemanha, os preços partem de € 95.750 na opção a diesel (R$ 574.500 ao câmbio atual) e € 99.750 na versão a gasolina (R$ 598.500), valores que se alinham ao patamar de rivais como o Porsche Cayenne no mercado brasileiro. A chegada dos modelos eletrificados ao mercado global ocorre no início de 2027, com o desembarque no Brasil estimado na sequência.
