A Prefeitura de Campinas lançou nesta semana o Protocolo de Orientação Pastoral, iniciativa que integra o programa “Igreja pela Vida das Mulheres”, apresentado no fim de abril. O objetivo é orientar lideranças religiosas sobre como acolher mulheres vítimas de violência doméstica e encaminhá-las à rede de proteção do município.
O protocolo está disponível no portal oficial da Prefeitura (clique aqui para acessar)
Programa é voltado a comunidades religiosas
O programa foca na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher em ambientes religiosos, especialmente nas comunidades evangélicas.
De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, 42,7% das mulheres que relataram ter sofrido violência por parceiros ao longo da vida se declaram evangélicas.
Já dados do DataSenado apontam que 69% das mulheres evangélicas vítimas de violência nos últimos 12 meses buscaram apoio na igreja.
Construção coletiva
O projeto foi desenvolvido por meio de uma comissão formada pelo Ministério Público, Prefeitura de Campinas e lideranças religiosas.
“Cuidar de quem cuida. A ideia do projeto é também dar retaguarda às lideranças religiosas para que não se sintam sozinhos quando procurados pelas vítimas de violência doméstica”, afirmou a promotora de Justiça Cristiane Hillal
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Protocolo orienta acolhimento de vítimas em quatro etapas
O documento estabelece quatro etapas para o atendimento pastoral de mulheres vítimas de violência:
- 1º passo – Acolhimento inicial
Garantir ambiente reservado para escuta, preservar a confidencialidade, demonstrar respeito e evitar exposição da mulher. - 2º passo – Escuta e identificação de risco
Evitar julgamentos e perguntas invasivas, compreender que a violência também pode ser psicológica e moral, além de reforçar que há caminhos de apoio. - 3º passo – Encaminhamento à rede de proteção
O protocolo reforça que a igreja não substitui os serviços públicos especializados e que o encaminhamento correto pode salvar vidas. - 4º passo – Acompanhamento pastoral
As lideranças devem manter contato respeitando a segurança da mulher, oferecer apoio espiritual e fortalecer vínculos comunitários saudáveis.

Ações de proteção às mulheres
Uma série de ações de proteção às mulheres foi anunciada pela Prefeitura de Campinas em março deste ano. Entre as iniciativas estão:
- redução do prazo para concessão de auxílio-moradia, de 30 para 15 dias;
- debates sobre masculinidades com alunos do 8º ano do ensino fundamental;
- identificação precoce de casos pela rede municipal de saúde;
- orientações para prevenção ao assédio em grandes eventos públicos.
Serviços disponíveis em Campinas para mulheres vítimas de violência
A Prefeitura mantém uma rede de serviços especializados de apoio às mulheres, entre eles:
- Abrigo Sara-M
- Ceamo
- Grupo Mulheres Empreendedoras
- Renda Campinas
- Abrigo Amigo
- Botão Bela
- Desembarque Fora do Horário
- Guarda Amigo da Mulher
- Sala Lilás
- Botão SOS Gama
- Planejamento Familiar
- Casa da Gestante
- Hospital da Mulher
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Governo amplia repasses do SUS para hospitais municipais em Campinas e região
O governo do Estado de São Paulo ampliou, nesta semana, o Tabela SUS Paulista para 17 hospitais municipais da região. A iniciativa prevê até R$ 125,8 milhões em repasses anuais para as unidades hospitalares. Em Campinas, serão beneficiados o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e o Hospital Ouro Verde.
De acordo com o governo, ao todo, o Tabela SUS Paulista deve repassar anualmente R$ 760 milhões para 100 hospitais municipais em 77 cidades.

A iniciativa complementa em até cinco vezes os valores pagos pela tabela federal para procedimentos realizados no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o governo, o objetivo é corrigir a “defasagem histórica da remuneração, ampliar a capacidade de atendimento e dar maior sustentabilidade financeira às instituições e municípios” (clique aqui para ler a matéria completa).
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