Centenas de pessoas se reuniram na Praça Bento Quirino, na tarde desta segunda-feira (29), para acompanhar a partida entre Brasil e Japão pela segunda fase da Copa do Mundo 2026.
Antes do apito final, o clima era de estádio e os torcedores estavam ansiosos e esperançosos pela classificação do Brasil.
“Estou esperançoso demais, o Brasil vai vencer de 2 a 0”, torceu o advogado José Luis.
O gerente Lucas Moreira estava confiante, mas de olho mesmo em outra coisa: “minha expectativa é alta, principalmente porque quero folga”, disse.
De cabelos verdes, o menino Bryan, de 9 anos, também apostou no 2 a 0 e no título. “O Hexa vem, graças a Deus vai vir”, declarou.
Mas, conforme o primeiro tempo foi avançando, o barulho da praça mais boêmia de Campinas foi diminuindo, até o silêncio no gol de Kaishu Sano, aos 29 minutos, abrindo o placar para o Japão.
Brasil perdendo, esperança mantida
No intervalo, apesar de estarem mais receosos, os torcedores mantiveram a esperança pela virada. O barulho voltou ao máximo quando Endrick apareceu no telão, se aquecendo para a segunda etapa.
O estudante Luis não teve muita sorte de onde acompanhou o primeiro tempo e foi para a praça acompanhar a etapa complementar. “Dá pra virar, eu acredito. Estava assistindo num restaurante de dono japonês e saí de lá porque já me estressei”, lamentou.
Com a maior bandeira do Brasil da praça, o gerente de restaurante Gustavo estava esperançoso, principalmente com a entrada de um jogador em específico. “Primeiro tempo o Brasil ficou muito na defensiva, mas no segundo tempo o Neymar vai entrar e vai fazer a diferença”, declarou.
Da apreensão à explosão
Com a bola rolando nos 45 minutos finais, a Praça ficou mais animada novamente. A cada jogada de ataque do Brasil, a vibração era maior, até a explosão no gol de empate, de Casemiro, aos 9 minutos do segundo tempo.
A partir daí a apreensão e a esperança dividiram espaço. Roer de unhas, rezas e olhares compenetrados nos telões dispostos nos bares da praça. Conforme o tempo ia passando, a prorrogação se aproximava.
A explosão veio só nos acréscimos, aos 49 do segundo tempo, com o gol de Gabriel Martinelli. Entre a virada e o apito final, alguns minutos de apreensão, mas ao fim do jogo foi só festa, sem horas pra acabar? Não pra vendedora Larissa Vitória: “Vou dar uma comemorada, mas tem hora pra acabar que amanhã é terça e eu trabalho”.
“A gente sofre um pouco, mas é brasileiro. O Brasil tem que ganhar o hexa”, disse a professora de pilates Heloísa de Toledo.
Para o estudante Rafael, a apreensão poderia ter sido menor: “muito sufoco, golzinho no final… teria passado menos sufoco se o Neymar tivesse entrado lá pros 60 minutos”, cornetou.

Próxima festa
A Praça Bento Quirino volta a se tornar um estádio no próximo sábado, às 17h, quando o Brasil enfrenta o vencedor de Noruega e Costa do Marfim pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
E a torcida, cada vez mais, acreditando no hexa. “Eu sofri muito, porém estou vivo. Meu placar era 2 a 1 e consegui acertar. Eu tenho certeza que esse ano é nosso”, decretou o influencer Caio Santos, da Pio Hub.
Brasil vence o Japão com gol de Martinelli nos acréscimos e avança na Copa do Mundo
O sonho do hexacampeonato segue vivo. A Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1 nesta segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O herói da classificação do Brasil foi Gabriel Martinelli, que saiu do banco de reservas e marcou o gol da vitória nos acréscimos do segundo tempo.
Após uma atuação irregular na etapa inicial, marcada por erros de passe e desvantagem no placar, o time comandado por Carlo Ancelotti mostrou poder de reação, pressionou o Japão durante todo o segundo tempo e foi premiado aos 49 minutos, quando Martinelli balançou as redes e levou a torcida brasileira ao delírio.
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Agora, o Brasil enfrenta nas oitavas de final o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que jogam nesta terça-feira (30), em Dallas. A partida está marcada para domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey.

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Japão aproveita erro do Brasil e sai na frente com gol no 1º tempo
Mantendo a mesma formação da vitória sobre a Escócia, a Seleção Brasileira começou pressionando e criou a primeira grande oportunidade aos 12 minutos. Matheus Cunha recebeu na entrada da área e obrigou o goleiro Zion Suzuki a fazer boa defesa.
Depois de suportar a pressão inicial, o Japão equilibrou a partida e passou a explorar os erros brasileiros. Aos 28 minutos, um passe errado de Danilo permitiu a recuperação da bola por Kaishu Sano, que avançou pelo meio, superou Casemiro e abriu o placar para os japoneses.
O gol abalou o Brasil, que passou a encontrar dificuldades para furar a forte marcação adversária. Vinícius Júnior e Rayan ficaram bem encaixados pelos defensores japoneses, e a equipe de Ancelotti terminou o primeiro tempo atrás no marcador.

Brasil cresce na etapa final e busca o empate
Na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu a entrada de Endrick no lugar de Lucas Paquetá, que deixou o gramado com dores na coxa esquerda.
A mudança aumentou a presença ofensiva da Seleção. O Brasil passou a explorar principalmente as jogadas aéreas e criou diversas oportunidades.
A pressão deu resultado aos nove minutos do segundo tempo. Gabriel Magalhães cruzou pela esquerda e Casemiro apareceu bem na área para cabecear e deixar tudo igual: 1 a 1.
O empate aumentou a confiança brasileira. Pouco depois, Vinícius Júnior fez grande jogada individual, deixou dois marcadores para trás e acertou a trave, quase virando a partida.
Martinelli decide nos acréscimos
Com o Japão cada vez mais recuado, o jogo caminhava para a prorrogação. Foi então que brilhou a estrela de Gabriel Martinelli.
Aos 49 minutos, Bruno Guimarães encontrou Rayan, que fez a assistência para o atacante sair cara a cara com Zion Suzuki. Martinelli bateu cruzado, a bola ainda tocou na trave antes de entrar e garantiu a classificação brasileira às oitavas de final.
O gol fez explodir a maioria dos cerca de 68 mil torcedores presentes em Houston, que acompanharam uma das partidas mais dramáticas da campanha brasileira até agora.
Duelo carregado de simbolismo
O confronto também chamou atenção pelo simbolismo entre Brasil e Japão. O futebol japonês tem forte influência brasileira desde a década de 1970, com nomes como Zico e Ruy Ramos desempenhando papel importante no desenvolvimento da modalidade no país asiático.
Nos dias que antecederam a partida, torcedores também relembraram o anime “Super Campeões”, cuja história termina justamente com uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Japão, disputada em solo japonês. Desta vez, porém, o desfecho aconteceu em Houston — e terminou com vitória brasileira.
Próximo adversário
Com a classificação garantida, a Seleção Brasileira agora aguarda o vencedor de Noruega x Costa do Marfim, confronto que define o adversário das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
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