Uma versão básica com rodas de liga leve aro 16”, faróis full-led e seletor de modos de condução. O Jeep Avenger Altitude, que parte dos R$ 114.990 (e subirá para os R$ 119.990 após a fase de lançamento), não quer ter a mesma imagem de carro básico dos Renegade que ocupavam esta mesma faixa de preço até o ano passado.
O consumidor que está deixando de comprar um hatch para comprar um SUV compacto de entrada busca algo a mais que o Avenger pode oferecer, mas não sem deixar evidente tudo aquilo que poderia vir a ter.
As boas-vindas, por exemplo, são dificultadas porque esta versão não tem sensor de proximidade ou um botão na maçaneta para destrancar as portas: é necessário sacar a chave do bolso para destrancar o carro. E pode guardar em seguida, porque a partida do motor é por botão.
Causa muito boa impressão que mesmo esta versão tenha vinil no topo dos painéis de porta, mas o apoio de braço é revestido de tecido. A alavanca de câmbio mantém o revestimento de couro, mas o volante não, é todo de espuma, sem apliques brilhantes na base e também sem as borboletas para trocas sequenciais que estão nas outras versões. Estas fazem falta, especialmente para reduções, para forçar o freio motor em descidas ou antes de curvas.

Hastes de seta e limpador são as mesmas do Peugeot e Citroën, o que faz do Avenger o primeiro Jeep nacional que não pisca o farol alto ao dar seta. Nas pontas das hastes estão os botões que mudam a exibição do quadro de instrumentos com tela colorida de 7”, que foi mantido.

O ar-condicionado funciona diferente na versão Altitude. É digital, mas não é automático: não dá para definir a temperatura para o sistema seguir. Os botões “Auto” e “Menu” foram trocados por controles de direção do fluxo do ar. Ao lado, ainda tem um botão giratório de volume para o som, que faz falta nos Citroën.


Não há base de carregamento sem fio no console, mas o seletor de modos de condução permanece e é bastante útil. Se o motor 1.0 turbo parece mais pacato nesta versão com 116 cv, o modo Sport deixa o Avenger com arrancadas ariscas como as do Pulse (que tem 130 cv) e ainda desliga o start-stop, enquanto o modo All Terrain faz o controle de tração ajudar o carro a se livrar de situações de baixa aderência, na terra ou na lama.
Uma diferença importante entre o motor três cilindros 1.0 turbo usado no Fiat Pulse para o motor usado no Jeep Avenger é que no Pulse o intercooler é ar-ar, menos eficiente que o intercooler ar-água usado no Avenger – assim como nos Citroën e Peugeot. Inclusive, o capô tem proteção acústica e térmica para lidar com o calor do turbocompressor, que fica mais próximo do capô no novo Jeep.

O parco espaço traseiro é o mesmo das demais versões. O Avenger Altitude não tem portas USB traseiras, mas não abriu mão da iluminação traseira no teto ou do encosto do banco rebatível na proporção 60/40, uma comodidade por vezes removida nas versões de entrada.
Ouvidos e olhos mais atentos perceberão, também, que não há alto-falantes traseiros: não há nada por trás da tela dedicada a eles. Para quem viaja na frente, o som não chega a ser prejudicado porque há alto-falantes nas portas e tweeters nas colunas.


Para sair bem nas fotos, este Avenger Altitude tem o pacote High Altitude, único opcional, que eleva seu preço a R$ 124.990 e que contempla o teto preto metálico, as barras longitudinais e a câmera de ré – o padrão é ter só os sensores traseiros. Sem as barras no teto, o caráter de versão de entrada ficaria mais evidente. No primeiro lote, todos têm teto pintado de preto.
Mimos são sempre bem-vindos, mas o Jeep Avenger Altitude tem o essencial, incluídos na lista os seis airbags, frenagem autônoma de emergência e assistente de faixa. Não está nada mal para uma versão de entrada.
Equipamentos de série do Jeep Avenger Altitude

Ar-condicionado digital de uma zona, faróis full led automáticos, lanternas de led, freio de estacionamento eletrônico, chave presencial para partida do motor, quadro de instrumentos de 7″, central multimídia de 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensor de chuva, seletor de modos de condução, sensores de estacionamento traseiros, duas portas USB (A e C) dianteiras, bancos revestidos de tecido, maçanetas e retrovisores externos em preto, e rodas de liga leve de 16″ com pneus 215/60.
Há também estepe, seis airbags, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa, controle de estabilidade, detector de fadiga do motorista, piloto automático, faróis altos automáticos, leitura de placas de velocidade, assistente de descida (hill descent control) e monitoramento de pressão dos pneus.
Opcional:
- Pack High Altitude – R$ 10.000: câmera de ré, teto pintado em preto e barras de teto.
Teste – Jeep Avenger Altitude 1.0T MHEV 12V
ACELERAÇÃO
0 a 100 km/h: 10,7 s
0 a 1.000 m: 32,5 s / 156,9 km/h
VELOCIDADE MÁXIMA
n/d
RETOMADAS
40 a 80 km/h: 4,8 s
60 a 100 km/h: 6,0 s
80 a 120 km/h: 8,2 s
FRENAGENS
60/80/120 km/h a 0: 14,5 / 26,2 / 58,6 m
CONSUMO
Urbano: 11,7 km/l
Rodoviário: 14,9 km/l
RUÍDO INTERNO
Neutro/RPM máx.: 42,8 / 65,7 dBA
80/120 km/h: 70,4 / 78 dBA
AFERIÇÃO
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 1.800 rpm
Volante: 2,5 voltas
Garantia: 5 anos
Ficha técnica – Jeep Avenger Altitude 1.0T MHEV 12V
- Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cil., turbo, 12 V, 999 cm³, 116 cv, 20,4 kgfm; elétrico, 12V
- Câmbio: aut., CVT, 7 marchas virtuais, tração dianteira
- Direção: elétrica
- Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
- Freios: disco ventilado nas quatro rodas
- Rodas e pneus: liga leve, 215/65 R16
- Dimensões: comprimento, 408,7 cm; largura, 198,1 cm; altura, 158,3 cm; entre-eixos, 256,1 cm; vão livre do solo, 22,1 cm; peso, 1.253 kg; porta-malas, 321 litros
