
A cada trimestre, quando empresas de capital aberto divulgam seus resultados, elas tendem a enfatizar com entusiasmo o que está indo bem e a suavizar quaisquer tropeços.
Isso será consideravelmente mais difícil de fazer neste trimestre, se os resultados do Goldman Sachs forem um indicativo. O Goldman deu início à temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre em Wall Street com alertas contundentes sobre o impacto da guerra no Irã. O banco afirmou que, em comparação com alguns meses atrás, detectou menos entusiasmo de clientes corporativos pelos tipos de grandes transações — ofertas públicas iniciais, fusões e afins — que são a base do banco de investimento.
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Isso significou que, embora o banco tenha registrado um lucro de US$ 5,6 bilhões no primeiro trimestre, alta de cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, suas ações caíram 3%.
David M. Solomon, CEO do Goldman, disse a analistas na segunda-feira (13) que “não há dúvida” de que a violência no Oriente Médio estava tendo efeito.
“Certamente, os CEOs estão observando atentamente como o que está acontecendo — especialmente os preços das commodities — está se refletindo na economia e na demanda do consumidor. Se a resolução do conflito se arrastar, isso provavelmente será um fator negativo”, disse.
Até certo ponto, as incertezas geopolíticas não são necessariamente ruins para os negócios.
As mesas de negociação do Goldman ganharam bilhões em taxas adicionais com a maior volatilidade no petróleo e em outros mercados, enquanto fundos hedge e outros investidores profissionais pagaram mais ao banco para tomar dinheiro emprestado e fazer apostas complexas e caras sobre o rumo dos acontecimentos.
Ainda assim, os resultados de negociação em moedas e commodities, entre outras áreas, ficaram abaixo do esperado.
Os investidores têm se mantido relativamente otimistas, apesar das oscilações diárias nas manchetes vindas do Oriente Médio.
A maioria das grandes empresas de capital aberto continua a registrar lucros estáveis; espera-se que o crescimento dos lucros em relação ao ano anterior das empresas do S&P 500 fique em torno de 13% nos três meses encerrados em março, o que marcaria o sexto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos para o índice.
Muitas outras grandes empresas devem divulgar seus resultados esta semana e serão questionadas por investidores sobre os efeitos da guerra, incluindo JPMorgan Chase, PepsiCo e Netflix.
c.2026 The New York Times Company
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