
O Instituto Ideia divulga na próxima quarta-feira (6) uma nova rodada de pesquisa eleitoral para a Presidência da República, em parceria com o Meio, em um cenário marcado por desgaste recente do governo no Congresso. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 6 de maio, com 1.500 entrevistas e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
A sondagem inclui simulações de primeiro turno e seis cenários de segundo turno, todos com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os adversários testados estão Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PSDB), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). O objetivo é medir a competitividade de Lula diante de diferentes perfis de candidatos.
Os dados serão divulgados após dois episódios recentes que impactaram o ambiente político: a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria. A pesquisa busca captar como esses eventos influenciam a percepção do eleitor.
Na rodada anterior, publicada em 8 de abril, Lula aparecia numericamente à frente no primeiro turno, com 40,5% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro, o cenário indicava empate técnico. No segundo turno, a disputa entre os dois também se mostrava equilibrada, com 45,8% para Flávio e 45,5% para Lula.
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Além das intenções de voto, o levantamento aprofunda temas que tendem a influenciar a campanha. Entre eles estão custo de vida, endividamento das famílias e o impacto da economia sobre a decisão do eleitor. A pesquisa também inclui questões sobre propostas defendidas por pré-candidatos, como o impeachment de ministros do STF e a possível mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6×1.
O estudo ainda mede o nível de engajamento do eleitor com a eleição de 2026, avaliando o grau de interesse em participar do pleito. Também investiga a percepção sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e as preferências para a escolha de um novo nome para a Corte.
Outro ponto analisado é o comportamento do eleitor em relação a apostas online, além da percepção sobre medidas que possam afetar a renda e o cotidiano, como mudanças nas regras trabalhistas.
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