Quem procura uma programação gratuita para o fim de semana em Campinas poderá aproveitar a Festa Julina da Pedreira do Chapadão, que será realizada neste sábado (4) e domingo (5). O evento reúne comidas típicas, música ao vivo, feira de empreendedorismo feminino, atrações para crianças e feira de adoção de animais. No sábado a festa será das 10h às 18h, e no domingo, das 9h às 14h. A entrada é gratuita.
A programação acontece na Pedreira do Chapadão e contará também com cerca de 200 expositoras da Feira de Mulheres Empreendedoras, além de food trucks e atividades para toda a família.
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O que terá na Festa Julina da Pedreira do Chapadão?
Além do clima típico das festas julinas, os visitantes encontrarão barracas com produtos artesanais e opções de gastronomia.
Entre os itens comercializados estarão:
- roupas;
- cosméticos;
- velas artesanais;
- doces gourmet;
- peças produzidas com upcycling;
- crochê;
- artigos de decoração.
Na área gastronômica, não faltarão as tradicionais comidas de festa julina, como canjica, pipoca, pé de moleque e bolo de fubá, além de outras opções oferecidas pelos food trucks participantes.
Música ao vivo anima os dois dias de evento
A cantora Karol Antunes será a responsável pela programação musical durante os dois dias da festa.
As apresentações acontecem:
- sábado (4), às 15h;
- domingo (5), às 12h.
O repertório reúne sucessos do sertanejo e da moda de viola.

Feira de adoção de cães e gatos
Quem deseja adotar um animal também poderá aproveitar a programação.
O projeto independente Toca dos Gatos promoverá uma feira de adoção de cães e gatos no sábado (4), das 11h às 15h.
Serviço: Festa Julina e Feira das Mulheres Empreendedoras
Quando:
- Sábado (4), das 10h às 18h
- Domingo (5), das 9h às 14h
Onde:
Pedreira do Chapadão
Endereço:
Rua Dr. Alcides Carvalho, s/nº, Jardim Chapadão, Campinas.
VOCÊ VIU? Entre máquinas e a chaminé: a história da fábrica Chapéus Cury que marcou a Vila Itapura
Uma chaminé solitária ainda resiste na Vila Itapura, em Campinas, como testemunha de um dos capítulos mais importantes da industrialização da cidade. Hoje cercada por novos empreendimentos, a estrutura é um dos poucos vestígios da antiga Fábrica de Chapéus Vicente Cury, que durante mais de um século movimentou a economia local, gerou empregos e ajudou a construir histórias de famílias campineiras.
Instalada em um quarteirão inteiro do bairro, a fábrica chegou a produzir milhares de chapéus por dia e se tornou referência nacional no setor. Mais do que um complexo industrial, o espaço marcou a memória afetiva de gerações de trabalhadores e moradores de Campinas.
Uma fábrica que cresceu junto com Campinas e com a Vila Itapura
A história da empresa começou em 1920, quando Miguel Vicente Cury — que mais tarde seria prefeito de Campinas entre 1948 e 1951 e novamente entre 1960 e 1963 — fundou a fábrica ao lado do pai, Vicente Cury.
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Antes da mudança para Campinas, a família mantinha uma pequena oficina de reforma de chapéus em Mogi Mirim. Com moldes de madeira e produção artesanal, os primeiros produtos eram confeccionados manualmente, acompanhando o início do processo de industrialização da cidade.
Com o passar das décadas e a modernização das máquinas, a fabricação evoluiu. O chapéu passou a ser produzido principalmente com pelo de coelho e vapor, técnica que exigia habilidade e conhecimento dos chapeleiros.
A fábrica vista por quem cresceu entre as máquinas
Bisneta do libanês José Zakia, sócio e primo de Miguel Cury, a cineasta Julia Zakia guarda lembranças vivas da infância passada dentro da fábrica, acompanhando o avô, Sérgio Cury Zakia, um dos filhos de José.
Segundo ela, entrar no galpão era como voltar no tempo.
“São as primeiras fases em que o chapéu ainda não tomou forma”, relembra Julia. “Era só aquele pelinho de coelho voando, se separando das impurezas e tomando forma.”
Durante as férias escolares, a cineasta percorria os corredores da fábrica observando cada etapa da produção, experiência que influenciou diretamente sua trajetória profissional.

O chapeleiro que dedicou mais de 80 anos à profissão
Natural de Itu, Sérgio Cury Zakia chegou a Campinas aos 18 anos para trabalhar na fábrica da família. Diferentemente de outros gestores, ele fazia questão de permanecer na linha de produção (leia matéria completa aqui).
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