
XANGAI, 2 Jun (Reuters) – A General Mills concordou em vender suas lojas de sorvete Haagen-Dazs na China continental para um grupo liderado pela operadora de rede de chá em rápido crescimento Ningji, a mais recente venda que ressalta o declínio das marcas estrangeiras na segunda maior economia do mundo.
As marcas chinesas agora desenvolvem produtos com mais rapidez, praticam preços mais agressivos e se mostraram mais hábeis em se adaptar às tendências da rede social do que os concorrentes estrangeiros, conquistando uma valiosa participação no mercado.
China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação
Na prática, a medida tende a ampliar o comércio de proteínas brasileiras com o país asiático
A General Mills, que disse estar buscando se concentrar em marcas e oportunidades que gerem um crescimento mais lucrativo, não divulgou os termos financeiros.
Ela continuará a vender sorvetes Haagen-Dazs na China por meio de varejistas terceirizados, como lojas de conveniência.
A venda ocorre depois de a Starbucks — outra marca que foi extremamente popular na China nas décadas passadas — fechar acordo em abril para vender o controle de suas operações na China para a Boyu Capital.
Ningji se expandindo rapidamente
A General Mills não divulgou o número de lojas a serem vendidas, mas uma fonte com conhecimento direto da venda disse que o grupo liderado pela Ningji comprará cerca de 170 lojas da Haagen-Dazs.
Isso se compara a um pico de cerca de 400 lojas Haagen-Dazs na China continental no passado, acrescentou a fonte que não estava autorizada a falar com a mídia e não quis ser identificada.
A Ningji Lemon Tea, uma rede fundada por Amanda Wang em 2020, expandiu-se rapidamente pela China e pelo Sudeste Asiático, e agora tem mais de 3.000 lojas. Ela também começou a operar nos Estados Unidos com a marca Bobobaba. A Ningji não respondeu a um pedido de comentário sobre o acordo.
The post General Mills venderá lojas de sorvete Haagen-Dazs na China em meio à queda de marcas appeared first on InfoMoney.
