O Guarani Futebol Clube foi multado em aproximadamente R$ 12.392 pela Prefeitura de Campinas após a fiscalização ambiental constatar a supressão de cinco árvores ou plantas nas dependências do clube. A penalidade foi aplicada pela Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) e publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (18).
De acordo com a Prefeitura, o caso começou em novembro de 2020, quando a Seclimas recebeu uma denúncia sobre a retirada das árvores. Durante a vistoria foram encontrados vestígios dos cortes.
Na ocasião, responsáveis pela manutenção do Guarani informaram que as árvores estavam mortas e apresentavam risco de queda, principalmente por estarem próximas ao parquinho infantil e à área de churrasqueiras.
Sem autorização para a poda das árvores
Ainda de acordo com a administração municipal, os responsáveis pelo clube relataram que não havia sido solicitada autorização prévia para a retirada. A fiscalização orientou o Guarani sobre a necessidade de autorização municipal para a supressão de árvores e os procedimentos necessários para obtê-la.
A penalidade é de 2.430 UFICs. A Unidade Fiscal de Campinas está fixada em R$ 5,0996 em 2026, o que corresponde a aproximadamente R$ 12.392.
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Prefeitura diz que risco de queda ainda não foi comprovado
Segundo a Prefeitura, o Guarani sustenta no processo que as árvores apresentavam risco de queda. No entanto, até o momento, não teria sido apresentado documento técnico que comprove essa alegação.
A administração municipal afirma que a documentação que eventualmente comprove que as árvores estavam mortas ou ofereciam risco poderá ser apresentada pelo clube durante a defesa e eventual recurso administrativo.
A autuação foi assinada pela fiscalização ambiental da Prefeitura em 17 de agosto de 2026 e tem como base dispositivos da Lei Complementar nº 326/2021, da Lei nº 11.571/2003 e de decretos municipais que regulamentam as infrações e os procedimentos ambientais em Campinas.
Guarani afirma que tinha autorização
O Guarani contestou a autuação e afirmou que a retirada das árvores ocorreu após autorização da Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura de Campinas.
Em nota, o clube informou que, justamente por ter recebido essa autorização, vai recorrer da multa.
“As extrações das árvores foram realizadas após autorização da Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Campinas. E, por este motivo, o Guarani recorrerá do auto de infração”, informou o clube.
A Prefeitura, por sua vez, afirma que a fiscalização ambiental identificou a necessidade de autorização municipal para a supressão e que o processo ainda está em fase de defesa.
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Clube pode recorrer da multa
De acordo com o auto de infração, o Guarani tem 20 dias corridos para apresentar recurso administrativo, contados a partir do recebimento da notificação ou da publicação no Diário Oficial, caso não seja possível realizar a entrega da comunicação.
Após o prazo e a análise da defesa, o processo poderá seguir para a Junta Administrativa de Valoração Ambiental. Somente posteriormente será avaliada a necessidade de medidas de reparação ou compensação ambiental, incluindo eventual Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Prefeitura não informou as espécies das cinco árvores ou plantas retiradas.
VIU ESSA? Quebras de ônibus passam de 24 mil em Campinas e crescem 13% no ano

As quebras de ônibus do transporte público de Campinas aumentaram 13% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas). Foram 24.160 ocorrências entre janeiro e junho deste ano, contra 21.342 no mesmo período de 2025.
O cenário voltou a chamar atenção nesta segunda-feira (17), quando um ônibus articulado de prefixo 1483, que fazia a linha DIC 6 até o Corredor Central, pegou fogo na Rodovia Santos Dumont (SP-075), no sentido Indaiatuba-Campinas. O caso aconteceu por volta das 20h, na altura do km 72, próximo ao bairro Itatinga.
Ninguém ficou ferido. A pista precisou ser totalmente bloqueada pela Via Colinas e pela Polícia Rodoviária, e o congestionamento chegou a dois quilômetros. A rodovia foi liberada por volta das 21h30 e o ônibus foi removido do acostamento durante a madrugada.
Mais de 36 mil multas
Além do aumento nas quebras, a Emdec informou que já aplicou mais de 36 mil multas às operadoras do transporte público até julho deste ano.
Desse total, cerca de 32 mil autuações foram relacionadas ao descumprimento de viagens, o que inclui situações provocadas por falhas mecânicas e ausência de veículos.

(Foto: Divulgação/Emdec)
Licitação do transporte segue parada
Enquanto os problemas da frota atual continuam, a licitação do transporte coletivo de Campinas permanece interrompida.
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o andamento do processo em 25 de maio. Antes disso, em abril, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) havia determinado que a Prefeitura de Campinas não homologasse a concorrência com as empresas vencedoras.
O TCE abriu uma apuração após receber uma representação com indícios de possíveis irregularidades no processo, incluindo possíveis ligações entre empresas participantes da concorrência.
Em junho, o tribunal deu prazo para que a Prefeitura e a Emdec apresentassem explicações. A Emdec informou que entregou a documentação dentro do prazo e que a análise continua.
Cooperativa questiona número de multas
A Altercamp, cooperativa que atua no transporte público de Campinas, questionou o número de multas aplicadas pela Emdec.
Segundo a entidade, os cerca de 200 permissionários não possuem veículos reserva para substituir imediatamente aqueles que apresentam problemas, já que cada permissionário opera com um veículo vistoriado e lacrado.
A cooperativa defende que a Emdec tenha uma atuação mais integrada em casos de quebra, com possibilidade de remanejamento de veículos e horários, em vez da aplicação de multas.
A Altercamp também afirmou que a defasagem da frota está relacionada à falta de condições financeiras para renovar os veículos e defendeu uma melhora na remuneração do sistema.

Cooperatas diz que busca soluções
Em nota, a Cooperatas reconheceu os problemas apontados na operação e afirmou que trabalha em conjunto com o poder público para buscar soluções.
Segundo a entidade, estão em andamento tratativas para viabilizar a renovação da frota, incluindo a busca por apoio financeiro e linhas de financiamento para substituir veículos antigos.
A Cooperatas também afirmou que fatores externos, como congestionamentos, acidentes e obras, podem provocar atrasos e a supressão de viagens.
A entidade disse ainda que o objetivo é melhorar a qualidade do transporte público e garantir um atendimento mais eficiente aos passageiros.
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