A Mercedes-Benz apresentou o primeiro carro elétrico desenvolvido pela AMG. Mas, não bastasse a quebra de tradição com a divisão esportiva, a marca foi além: o modelo é nada menos que o novo AMG GT 4-Door, que deve substituir a atual variante de quatro portas equipada com motor V8 biturbo. Não acaba por aí, já que o visual do esportivo é diferente de tudo o que a marca já fez.
O novo Mercedes-AMG GT Coupé 4-Door nada mais é do que a versão de produção do conceito AMG GT XX, apresentado em 2025, e que nasce para ser mais um sedã elétrico de alto desempenho contra Porsche Taycan e Audi RS e-tron GT.
Para encará-los, o modelo será oferecido em duas versões diferentes. A “básica” será a GT 55, com três motores elétricos que somam 816 cv de potência. No topo da gama estará a GT 63, com potência que salta aos 1.169 cv – além dos 203,9 kgfm de torque. Amas as configurações pesam 2.460 kg.
Apenas o desempenho da versão mais potente foi divulgado: ela vai de 0 a 100 km/h em 2,1 segundos e, de 0 a 200 km/h, em 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 300 km/h, número alto para um carro elétrico.

As duas versões são feitas com arquitetura elétrica de 800 volts e utilizam a mesma bateria de 106 kWh, cuja potência máxima de recarga é de 600 kW (situação em que, segundo a marca, o modelo leva apenas 11 minutos para ser recarregado de 10 a 80%). A autonomia projetada do AMG GT 63 é de até 696 km, contra 700 km do GT 55.
Para tentar atenuar a saudade do GT a combustão, o elétrico usa um sistema para simular o ronco de um motor V8 na cabine. Mais especificamente, o superesportivo simula o ronco do AMG GT R, com direito a “trocas de marcha”.

Já entre as tecnologias que prometem aprimorar a dirigibilidade estão a suspensão pneumática com estabilização semiativa da carroceria, e amortecedores ajustáveis em compressão e descompressão, eixo traseiro esterçante, além de sete modos de condução – Comfort, Sport, Race, Slippery (escorregadio), Eco, Individual e AMGFORCE Sport+.
O que os olhos veem
Se o conjunto mecânico impressiona positivamente, embora os mais puristas certamente torcerão o nariz, o visual do Mercedes-AMG GT Coupé 4-Door causa algum incômodo. O modelo adota a nova linguagem visual da Mercedes, mas em um tom mais ousado, que dividirá opiniões.

A dianteira tem faróis arredondados e puxados para cima, com três elementos luminosos que remetem à estrela de três pontas da Mercedes. Os faróis são interligados por uma faixa preta com iluminação em led. Logo abaixo, a grade tem travessas verticais, que parecem iluminadas nas imagens divulgadas pela marca. A borda da grade, aliás, também parece ter leds.
De lado o AMG GT adota um perfil parecido com o dos rivais da Porsche e Audi, ficando menos arredondado do que seu antecessor a combustão. As rodas, porém, mantêm um desenho clássico da AMG.

Por fim, a traseira tem uma grande área superior em preto que faz parecer ser uma grade, mas não é. Ali ficam posicionadas as lanternas (com três círculos de cada lado, também iluminadas por elementos que remetem à estrela de três pontas) e o logo da marca. Acima desta área há uma faixa de leds que vai de uma extremidade a outra.
A base do para-choque, além de aberturas nas extremidades, tem peças que simulam difusores de ar e parecem até nichos para as saídas de escape inexistentes.

O interior do cupê de quatro portas também promete causar estranhamento, já que o painel é praticamente todo composto por telas. O quadro de instrumentos tem 10,2 polegadas, seguido pela central multimídia, de 14 polegadas. À direita, e à frente do passageiro, há uma terceira tela (esta opcional) também de 14 polegadas.
Há elementos redondos, como as saídas de ar, os porta-copos e os botões do console central, além de um acabamento luxuoso, exaltado por inúmeros pontos de iluminação direta e indireta. Há luzes, inclusive, no teto panorâmico.
