O Jeep Cherokee 2026 teve seus registros de desenho industrial homologados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O SUV apareceu no estande da Jeep no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025 como forma de avaliar a aceitação do público, e agora ganha força para preencher a lacuna existente acima do Commander produzido localmente, como um modelo maior e com um sistema híbrido mais complexo.
Dois anos depois de ter saído de linha, o Cherokee retornou com modificações profundas, sendo o primeiro carro híbrido pleno (HEV) da marca. O SUV tem 4,77 m de comprimento, 2,12 m de largura total com espelhos e 1,71 m de altura, apresentando uma distância entre eixos de 2,87 m (15,2 cm maior que o antecessor). Essa configuração de cabine garante ganho em espaço interno comparável ao volume total de alguns utilitários maiores.
A engenharia de carroceria busca equilibrar o aumento de peso decorrente do sistema de baterias adicionais. O desenho externo adota linhas mais retilíneas e quadradas nas caixas de rodas, abandonando os traços arredondados da geração anterior para melhorar o coeficiente aerodinâmico e otimizar o fluxo de ar em velocidades de cruzeiro rodoviário.
A novidade sob o capô reside na aplicação de um conjunto híbrido pleno que reaproveita o motor 1.6 turbo de quatro cilindros, o amplamente conhecido THP usado por Peugeot e da Citroën. O sistema trabalha com arquitetura elétrica de 350 volts combinada a duas unidades elétricas instaladas nos eixos, gerando potência combinada de 213 cv e torque máximo de 31,8 kgfm. Há também uma versão não-eletrificada equipada com um motor 2.0 turbo a gasolina.

A eCVT gerencia a força entre as quatro rodas sem depender de recarga externa por tomada. A bateria de 1,08 kWh é alimentada exclusivamente por energia regenerativa de frenagens e pelo próprio propulsor térmico. Segundo a Jeep, o Cherokee acelera de 0 a 60 mi/h (96 km/h) em 8,3 segundos, registrando consumo médio combinado de 15,7 km/l e autonomia total superior a 800 km.

Normalmente, um registro do desenho industrial pode não significar nada além da fabricante tomando precauções para defender sua propriedade. No entanto, o Cherokee veio ao Salão do Automóvel do ano passado, mostrando que a Jeep tem algum interesse em trazê-lo ao país.
Caso realmente venha, será importado do México, aproveitando acordos comerciais para pagar menos impostos e ter um preço competitivo diante da invasão de utilitários eletrificados chineses. Poderia ocupar a faixa de preços acima do Commander, com a vantagem de ter um sistema híbrido mais robusto, ao contrário da tacnologia MHEV do SUV nacional. Hoje, o Commander tem preços entre R$ 228.790 e R$ 329.990.
