A Nissan anunciou o encerramento da linha do GT-R R35 em agosto de 2025. No entanto, executivos da montadora não só confirmaram um novo Godzilla, como também salientaram que nomes como o Z e Skyline seguirão no portfólio da marca. As afirmações foram concedidas durante coletiva de imprensa na sede da Nissan, em Yokohama, no Japão.
“Em relação ao carro esportivo, temos nomes importantes como GT-R, Skyline e Z. Vamos manter os três. Quanto ao GT-R, embora todos desejem um novo, hoje não podemos falar nada sobre isso”, afirmou Eiichi Akashi, diretor de tecnologia da Nissan.
Ivan Espinosa, CEO da Nissan, salientou a jornalistas britânicos, que o próximo GT-R não será elétrico porque atualmente não há baterias suficientemente boas para sustentar o seu desempenho.
Novo Skyline mais próximo
Por enquanto, o novo esportivo mais concreto da Nissan é o Skyline, que até recebeu um teaser. Mesmo apenas com frames, é possível notar faróis bem parecidos com os do Ford Mustang da antiga geração, a logo acima do capô comprido e as lanternas redondas, como as do Nissan GT-R R35.

O Skyline foi desenvolvido para o mercado japonês e ele fará parte de uma das linhas da marca, chamada de “Heartbeat”, com modelos de identidade Nissan, com “valores emocionais e que carregam inovação”.
A companhia separa os demais carros como “Core”, de escala global; “Growth”, que visam a expansão onde a demanda está surgindo; e “Partner”, modelos que ampliam a cobertura de mercado por meio de colaboração.

Último GT-R R35
A última unidade do Nissan GT-R R35 saiu da linha de montagem em Tochigi, no Japão, e era da edição Premium T-Spec, com pintura na cor roxo midnight. O último Godzilla desta geração foi destinado a um cliente japonês e não foi para um museu. O Japão foi o principal mercado desta geração do esportivo e comprou 37% dos mais de 48.000 carros produzidos nos últimos 18 anos.

Quando estreou, o motor V6 3.8 biturbo (VR38DETT) do Nissan GT-R gerava 473 cv, mas as evoluções feitas desde 2007 fizeram sua entrega de potência aumentar até 600 cv. Cada motor dos mais de 48.000 carros foi montado artesanalmente por cada um dos nove “takumi”, os artesãos designados a essa tarefa, em um processo que leva seis horas. Nós contamos esta história aqui.
O supercarro sempre utilizou o câmbio de dupla embreagem com seis marchas e sistema de tração integral.

O Nissan GT-R chegou a ser vendido de forma oficial no Brasil, mas a grande maioria dos carros que circulam no país chegaram de forma independente.
