A presença de postes instalados no meio das ruas tem preocupado moradores de Campinas. Após a reportagem publicada nesta terça-feira (14) sobre estruturas localizadas no Núcleo Residencial 28 de Fevereiro, outros moradores procuraram a EPTV para denunciar situações semelhantes em diferentes regiões da cidade.
Os novos casos foram registrados no Jardim Santa Mônica e na Vila Aurocan. Em comum, os moradores afirmam que os postes comprometem a segurança viária, dificultam a circulação de veículos e aumentam o risco de acidentes envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Jardim Santa Mônica: poste permaneceu após recapeamento
Um dos casos ocorre na Rua Leônidas de Castro Serra, no Jardim Santa Mônica. A via recebeu novo recapeamento em 2024, mas o poste permaneceu no meio da pista. O local tem grande fluxo de veículos e obriga os motoristas a desviarem da estrutura.
“O problema aqui é o seguinte: fizeram o asfalto e deixaram um poste no meio da rua. Já aconteceram acidentes. Um carro vem de um lado e outro vem do outro. Além disso, passam pedestres, ciclistas e crianças. Essa estrutura pode causar problemas ainda maiores”, afirma o morador Valdemir.
“É um absurdo aquilo ali. Não faz sentido nenhum esse poste estar naquele lugar”, completa o morador
No local, é possível observar que o novo pavimento contorna o poste, indicando que a obra foi concluída sem a remoção da estrutura.
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Segundo a moradora Luciane Sousa, o problema surgiu após desapropriações realizadas na região. “Em 2024 houve a desapropriação de algumas casas e fizeram o asfalto, mas simplesmente deixaram o poste no meio da rua.”
Ela afirma que os moradores enfrentam dificuldades para descobrir quem é o responsável pela retirada da estrutura.
“Quando cobramos a Prefeitura, dizem que a responsabilidade é da CPFL. Quando procuramos a CPFL, informam que o poste não é deles, porque ali passam apenas fios e cabos de telefonia.”
Luciane também afirma que a sinalização improvisada é insuficiente.
“A Emdec coloca alguns cavaletes de vez em quando, mas eles acabam sendo retirados. Depois colocam apenas um cone ou um cavalete de madeira e o problema continua.”
Segundo ela, o maior receio é que aconteça um acidente grave. “Meu maior medo é que esse poste caia ou cause um acidente. Alguns carros já batem nas proteções improvisadas que colocamos.”
Há poucas semanas, um motorista que desconhecia a situação colidiu com a parte frontal do veículo ao tentar passar pela via.

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O que dizem Prefeitura e CPFL
Em nota, a Prefeitura de Campinas e a CPFL informaram que o poste localizado na Rua Leônidas de Castro Serra não pertence a nenhuma das duas.
A equipe da EPTV entrou em contato com a operadora identificada em uma placa instalada na estrutura. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia respondido.
Núcleo 28 de Fevereiro aguarda retirada dos postes
Situação semelhante é enfrentada pelos moradores do Núcleo Residencial 28 de Fevereiro, onde postes permanecem no meio da via, dificultando a circulação de veículos e aumentando o risco de acidentes.
Segundo os moradores, as estruturas deveriam ter sido removidas após alterações na rede elétrica, mas continuam ocupando parte da pista. A Prefeitura informou que o bairro passa por um processo de regularização fundiária e que, anteriormente, as ruas não possuíam alinhamento definido.

Já a CPFL informou que foi acionada para realizar a mudança das estruturas e que os dois postes deverão ser retirados até o fim desta semana.
Vila Aurocan convive com o problema há quatro anos
Na Vila Aurocan, moradores afirmam conviver com um poste instalado no meio da Rua Deise Aparecida Guize há cerca de quatro anos. Mesmo após o recapeamento da via, a estrutura permaneceu no mesmo local, prejudicando a circulação em uma rua de mão dupla localizada em frente a um condomínio.
“Antes de asfaltarem a rua já existia a guia. Depois colocaram o poste no meio da rua, fizeram o asfalto e ele continuou ali”, relata a moradora Rosimeire Aparecida da Silva Gomes.
Ela afirma que recentemente equipes da CPFL estiveram no bairro, mas apenas substituíram outro poste.
“Nós achamos que finalmente iriam retirar esse poste do meio da rua, mas trocaram apenas um que estava danificado. Essa pouca vergonha continua aí até acontecer um acidente grave.”
A moradora Ellen Pryscila Santos destaca que o risco aumenta durante a noite, devido a falta de iluminação.

“Estamos em frente a uma residência cuja garagem fica voltada para o poste. O movimento de veículos é grande e, à noite, a iluminação é menor, o que aumenta a chance de acidentes.”
Além do poste, moradores reclamam que a calçada está tomada pelo mato, obrigando muitas pessoas a caminhar pela pista, o que aumenta ainda mais o risco de atropelamentos e colisões.
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