A Renault Niagara foi apresentada ao mundo nesta quinta-feira (10). Picape do Boreal, ela dispensa o título de sucessora da Oroch, mas quer ser a maior rival que a Fiat Toro já teve até agora. Sua estreia está marcada para novembro no Brasil, com direito a câmbio manual e tração 4×4.
De acordo com a Renault, a Niagara 2027 chegará ao mercado brasileiro inicialmente em quatro versões. A primeira delas terá câmbio manual de seis marchas e tração 4×2; as duas intermediárias adotam câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas, mas seguem com tração 4×2; a topo de linha será a única com tração 4×4, sempre automática.
Os nomes das versões ainda não foram confirmados, com exceção da mais cara, batizada de Outsider. É possível que as demais sigam a estratégia do Boreal, com Evolution, Techno e Iconic.
Para todas elas, o motor é o mesmo do Boreal, um 1.3 turbo flex com injeção direta de 160 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. Ainda não há números de desempenho e consumo, que estarão disponíveis no lançamento do modelo.
Além destas configurações, a Renault já confirma para 2027 uma motorização híbrida e diz que não será um híbrido leve, ao contrário da Fiat Toro.

Espera-se que a picape, assim como o Boreal, tenha uma espécie de evolução de um sistema híbrido leve de 48 volts, cujo acréscimo é a tração das rodas com o pequeno motor elétrico. São esperados 31 cv e 8,9 kgfm extras enviados ao eixo traseiro – ou seja, a configuração será 4×4.
Entre outros atributos mecânicos já revelados em uma primeira apresentação, a marca destaca os freios a disco ventilados nas quatro rodas e a suspensão traseira do tipo multilink.

Exclusividades visuais
A Niagara repete os principais elementos do Boreal, como os recortes triangulares e os vincos angulosos bem marcados. Na dianteira, os faróis full led são os mesmos, com luzes fora do conjunto principal e faróis de neblina.

A diferença fica para o nome “Renault” por extenso e pontilhado (que parece iluminado, mas não é) ao centro da grade, item estudado para estar no Boreal, conforme revelado por QUATRO RODAS em 2024. Sem “conversar” visualmente com o SUV, a solução ficou guardada para a picape.
De lado, o modelo revela um dos pontos de maior proximidade com a Toro, suas dimensões. São 4,91 metros de comprimento para as versões 4×2 e 4,94 m para a 4×4 – a Fiat tem 4,95 m, como comparação.

O entre-eixos é de 2,96 m (contra 2,98 m da Toro), a altura de 1,72 m e, a altura em relação ao solo, de 23,3 cm (maior que os 21,2 da Toro). Entre seus ângulos, são 22,1° de ataque e 22,3° de saída. As comparações envolvem a Toro Endurance.
Ainda na lateral da Renault Niagara, as rodas podem ser de 17 ou 18 polegadas, variando conforme as versões e, as maçanetas das portas traseiras, ficam na coluna “C”. A versão 4×4 tem a inscrição com um adesivo na lateral traseira.

Por falar na traseira, este é o ponto inédito da picape. Ela também segue as linhas do Boreal, como o desenho das lanternas – que são unidas por uma faixa em preto, sem iluminação. A caçamba tem abertura suavizada por amortecedor e comporta até 938 litros (1 litro a mais que na Toro). A capacidade de carga da picape da Renault é de 654 kg e, a capacidade de reboque, de 710 kg.

Interior acima da média
A cabine da Niagara, como era de se esperar, é o mesmo do SUV Boreal. Isso faz com que a picape tenha acabamento acima da média da categoria frente a Toro e Maverick, com materiais emborrachados e porções com revestimento sintético. Luzes ambiente para a versão de topo complementam o visual.

Como diferencial, a picape tem elementos em um tom escuro de verde para seguir a proposta off-road. No SUV, as mesmas partes são em azul escuro para uma proposta de refinamento e tecnologia.
O espaço traseiro também foge à regra, com boa acomodação de duas pessoas de até 1,80 m. Um terceiro ocupante poderá se incomodar com o alto túnel central do assoalho e com o console central – este com saídas de ar-condicionado e duas portas USB-C.

Para quem vai atrás, além do bom espaço, a marca promete um melhor conforto para o encosto. A Renault diz que são 25° de inclinação, mais do que a concorrência, que mantém as costas dos ocupantes mais verticais. Além disso, há um compartimento escondido atrás do encosto, com 36 litros de capacidade.

A Renault Niagara também seguirá o Boreal em seu pacote de equipamentos, com ar digital de duas zonas, faróis full led automáticos, câmeras 360°, multimídia de 10,1″ integrada ao Google Gemini, quadro de instrumentos de 10,2″, seis airbags, bancos dianteiros elétricos e carregador de celulares por indução. Aparentemente, não há sistema de som assinado e massagem no banco do motorista.
O pacote de assistências à condução inclui alertas de pontos cegos, tráfego cruzado traseiro, permanência em faixa (com correção ativa), leitura de placas de velocidade, sensor de fadiga, frenagem automática de emergência e piloto automático adaptativo.
