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Review: My Hero Academia All’s Justice é um parque de diversões para fãs do anime

por SampaNews 4 de fevereiro de 2026
4 de fevereiro de 2026
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A última temporada de My Hero Academia chegou ao fim em dezembro, na Crunchyroll, encerrando a jornada de Deku e seus colegas no anime — ao menos até um episódio extra já confirmado para 2026. Mesmo assim, a franquia segue mais viva do que nunca nos videogames com My Hero Academia: All’s Justice, novo título da Bandai Namco que aposta tudo no arco final da história para entregar uma experiência pensada, acima de tudo, para os fãs.

Depois de testar uma prévia do game aqui no Voxel, tive a oportunidade de jogar a versão completa no PS5 Pro, com uma cópia de review cedida pela Bandai Namco. E confesso: como alguém que costuma ser bastante crítico com jogos de anime — inclusive de franquias que gosto muito —, cheguei com o pé atrás. A promessa era grande, mas o histórico do gênero nem sempre ajuda.

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Após cerca de uma semana alternando entre Deku, Bakugo, All Might e companhia, saí com uma impressão positiva. All’s Justice é divertido, exagerado, barulhento e cheio de fan service. Com esse combo, o título é um verdadeiro parque de diversões para quem acompanha My Hero Academia de perto. Ainda assim, não dá para ignorar algumas limitações importantes, especialmente para o público brasileiro.

Modo História foca nos eventos finais do anime

Diferente de jogos como Dragon Ball Sparking! Zero, que tentam abraçar toda a trajetória da franquia, My Hero Academia: All’s Justice adota uma abordagem mais contida — e isso não é necessariamente um problema. O modo História foca diretamente nos eventos finais do anime, colocando o jogador no centro da Guerra Final entre Heróis e Vilões.

A narrativa acompanha batalhas decisivas contra Tomura Shigaraki e All For One, revisitando momentos-chave do confronto entre One For All e All For One. Tudo é apresentado em uma estrutura de capítulos não lineares, permitindo vivenciar eventos fora de ordem, como se o jogador estivesse navegando por uma linha do tempo fragmentada da reta final da história.

As lutas são o grande destaque aqui. Além de variadas, contam com animações cinematográficas acima da média para jogos de luta em arena, reforçando o impacto dos embates mais importantes. 

O modo história, ocasionalmente, repete a mesma batalha com “ângulos diferentes”.

O problema surge quando o modo começa a reciclar confrontos: em alguns momentos, você enfrenta a mesma batalha diversas vezes, apenas trocando o personagem controlado, o que pode gerar uma sensação de repetição e desgaste.

Diferentes modos de jogo com narrativa

Além da campanha principal, All’s Justice demonstra respeito pelo legado da franquia ao incluir modos que permitem reviver batalhas icônicas de temporadas anteriores. No Arquivo de Batalhas, é possível encarar confrontos clássicos como Deku, Todoroki e Iida contra Stain — um prato cheio para quem quer revisitar momentos marcantes.

Outro acréscimo interessante é o Character Memory, que funciona como uma coleção de episódios interativos focados nos personagens da Turma 1-A. Essas histórias inéditas mostram o cotidiano dos estudantes da U.A. e misturam exploração, pequenas batalhas e movimentos de parkour, expandindo o universo além do que foi mostrado no anime.

Já o modo Missão em Equipe leva o jogador a um hub semiaberto criado exclusivamente para o jogo. Inspirado em títulos como Like a Dragon e Street Fighter 6, o modo propõe missões variadas, exploração do mapa e interações com personagens, trazendo um frescor bem-vindo para um jogo de luta em arena.

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Modos de jogo incluem até mesmo um mundo aberto para explorar, mas em pequena escala.

Cada herói utiliza seus Quirks para se movimentar pelo ambiente — o chicote do Deku, por exemplo, funciona quase como a teia do Homem-Aranha. A movimentação pode parecer um pouco travada em alguns momentos, mas, no geral, o modo cumpre bem o papel de diversificar a experiência entre uma pancadaria e outra.

O grande problema em todo esse conteúdo fica para a qualidade das narrativas. Enquanto o conteúdo é inédito, nem sempre as histórias contadas são boas. Ainda assim, dá pra se divertir e matar a saudade desse universo.

Gameplay de luta traz exagero, arcade e muito carisma

As batalhas de My Hero Academia: All’s Justice seguem o formato 3×3 em arena 3D, mas o jogo brinca bastante com essa estrutura. No modo história, por exemplo, não é raro enfrentar três oponentes controlando apenas um personagem — ou o contrário, quando um herói precisa lidar sozinho com um trio de vilões.

Esse design funciona graças a dois pilares do gameplay: o elenco gigantesco e o desbalanceamento proposital dos personagens. O jogo reúne desde figuras absurdamente poderosas, como All Might, até personagens mais fracos ou excêntricos, como Mineta. E isso faz parte da diversão, seguindo o padrão de clássicos do gênero.

Elenco completo de lutadores

Assim como jogos como Dragon Ball, o jogo se baseia em diferentes versões de personagens para garantir mais variedade, trazendo nada menos que cinco versões do protagonista Deku. Além disso, temos até mesmo personagens secundários ganhando espaço no elenco de lutadores.

U.A. High School (Estudantes e professores)

  • Izuku Midoriya
  • Izuku Midoriya (One For All)
  • Izuku Midoriya (Shoot Style)
  • Izuku Midoriya Full Cowling 100%
  • Izuku Midoriya Rising
  • Katsuki Bakugo
  • Ochaco Uraraka
  • Shoto Todoroki
  • Tenya Iida
  • Tsuyu Asui
  • Denki Kaminari
  • Eijiro Kirishima
  • Kyoka Jiro
  • Momo Yaoyorozu
  • Fumikage Tokoyami
  • Mina Ashido
  • Minoru Mineta
  • Yuga Aoyama
  • Hanta Sero
  • Mashirao Ojiro
  • Rikido Sato
  • Toru Hagakure
  • Mezo Shoji
  • Koji Koda
  • Neito Monoma
  • Mirio Togata
  • Nejire Hado
  • Tamaki Amajiki
  • Mei Hatsume
  • Itsuka Kendo
  • Tetsutetsu Tetsutetsu
  • Hitoshi Shinso
  • Shota Aizawa
  • Present Mic
  • Midnight

Heróis profissionais

  • All Might
  • Armored All Might
  • Endeavor
  • Mirko
  • Best Jeanist
  • Hawks
  • Edge Shot
  • Gang Orca
  • Sir Nighteye
  • Fatgum
  • Gran Torino

Vilões

  • Tomura Shigaraki
  • Tomura Shigaraki (All For One)
  • All For One
  • All For One (Rewind)
  • All For One Chaos
  • Dabi
  • Dabi: Flame of Death
  • Himiko Toga
  • Twice
  • Stain
  • Muscular
  • Mr. Compress
  • Kurogiri
  • Kai Chisaki (Overhaul)
  • Kendo Rappa
  • Nomu
  • High-End Nomu

Outros personagens

  • Lady Nagant
  • Inasa Yoarashi
  • Camie Utsushimi
  • Seiji Shishikura
  • Gentle & La Brava

O sistema de combate é claramente arcade, com foco total nos Quirks. Combos simples já resultam em explosões de partículas, efeitos visuais exagerados e golpes cinematográficos. 

Além disso, o título conta com mecânicas como o Rising, que aumenta atributos temporariamente e deixa o combate ainda mais brilhante. Por fim, os personagens também possuem os ataques Plus Ultra, incluindo combos em equipe, reforçam a sensação de espetáculo constante.

Mesmo com vários sistemas que parecem complexos, o jogo também é bastante acessível, desde que você veja a lista de botões ou faça o tutorial. Há dois modos de controle — Normal e Manual — permitindo desde jogadas mais automatizadas até combos totalmente personalizados para quem busca mais profundidade. 

A experiência remete diretamente aos clássicos da era PlayStation 2, como Naruto Shippuden e Dragon Ball Budokai Tenkaichi.

Além disso, os cenários possuem uma variedade interessante, indo desde áreas urbanas até locais desérticos. O jogo também possui ambientes mais verticalizados, além de objetos que podem te ajudar, ou atrapalhar, no combate, como carros que explodem.

Mesmo sem testar o modo online, a oferta offline já se mostra robusta o suficiente para agradar o público. A experiência remete diretamente aos clássicos da era PlayStation 2, como Naruto Shippuden e Dragon Ball Budokai Tenkaichi. 

Para uma nova geração que cresceu assistindo My Hero Academia, All’s Justice tem tudo para se tornar uma fábrica de boas memórias, especialmente com multiplayer local e online.

Visuais e desempenho garantem espetáculo consistente, mas poluído

Tecnicamente, My Hero Academia All’s Justice não deixa a desejar. Jogando no PS5 Pro com uma soundbar JBL, a experiência foi bastante imersiva. 

Os modelos dos personagens seguem fielmente o estilo do anime, incluindo também uma aba de customização com figurinos e outros itens para personalizar. Além disso, os efeitos de luz, explosões e poderes dão peso a cada golpe desferido, apesar de tornarem a visão extremamente poluída em alguns momentos.

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Como esperado, o combate é cheio de efeitos especiais.

O desempenho de All’s Justice é sólido durante a maior parte do tempo, mas pode contar com eventuais engasgos – pelo menos foi isso que aconteceu no pré-lançamento. Em toda a jogatina, tive apenas uma queda perceptível de frames, durante uma luta entre Toya e Shoto Todoroki, com muitas chamas simultâneas na tela. Fora isso, o jogo se manteve estável mesmo nos combates mais caóticos.

O ponto negativo, mais uma vez, está na repetição. Como muitos ataques podem ser “spammados”, o jogador acaba vendo as mesmas animações com frequência. Em sessões curtas, isso passa despercebido, mas isso pode cansar em longas maratonas.

O grande problema de My Hero Academia All’s Justice

Apesar de capturar muito bem a vibe nostálgica dos jogos de luta clássicos e entregar exatamente o que os fãs esperam, All’s Justice tropeça feio em um ponto crítico: a ausência total de localização para o português brasileiro.

A Bandai Namco já decepcionou nesse aspecto anteriormente, como em Dragon Ball Sparking! Zero, que chegou ao Brasil sem dublagem. Aqui, no entanto, o problema é ainda maior: o jogo não conta nem mesmo com legendas em português.

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O jogo chega sem legendas ou dublagem em português brasileiro.

Para jogadores que dominam o inglês, isso é apenas um incômodo. Mas para o público infanto-juvenil, principal alvo da franquia, a barreira linguística pode afastar completamente. 

Existe, sim, aquela velha história de “aprender inglês com videogame” — e muitos de nós passamos por isso. Mas os tempos mudaram, e o mercado brasileiro já mostrou inúmeras vezes que responde muito melhor quando é tratado como prioridade.

My Hero Academia: All’s Justice poderia ter sido um marco ainda maior se contasse com dubladores brasileiros icônicos, que ajudaram a consolidar o sucesso do anime no país. Infelizmente, essa oportunidade foi desperdiçada.

Vale a pena?

My Hero Academia: All’s Justice oferece uma enorme quantidade de conteúdo, múltiplos modos de jogo e uma experiência visualmente chamativa. Para fãs da franquia, é um verdadeiro parque de diversões repleto de referências, batalhas épicas e momentos marcantes.

Por outro lado, como todo parque de diversões, a experiência pode cansar. A repetição de lutas e animações aparece com o tempo, e a falta de localização em português brasileiro pesa bastante no custo-benefício para o público nacional.

Ainda assim, para quem acompanha My Hero Academia de perto e sempre sonhou em participar da Guerra Final no controle, All’s Justice entrega exatamente o que promete: um espetáculo exagerado, barulhento e feito sob medida para os fãs — mesmo que deixe a sensação de que poderia ter ido ainda mais longe.

Nota do Voxel: 75

Pontos positivos (prós):

  • Grande quantidade de conteúdo, com vários modos de jogo que vão além do básico
  • Elenco gigantesco de personagens, incluindo grandes heróis e personagens secundários
  • Visuais chamativos e fiéis ao anime, com efeitos exagerados que dão impacto às lutas

Pontos negativos (contras):

  • Ausência total de legendas e dublagem em português brasileiro
  • Repetição de lutas e animações, especialmente em sessões mais longas
  • Alguns histórias extras podem parecer superficiais, apesar da boa ideia por trás

My Hero Academia All’s Justice chega por valores partindo de R$ 260,90 no PC, PS5 e Xbox Series S e X. A review no PS5 Pro foi realizada com uma cópia cedida pela Bandai Namco.

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