Houve uma reviravolta no ranking de vendas de carros chineses no mercado global no primeiro semestre de 2026. A fabricante SAIC, dona da MG, comercializou 2,05 milhões de veículos nos primeiros seis meses do ano e tomou a liderança entre as montadoras da China, ultrapassando a rival BYD no volume acumulado do período.
O resultado colocou a matriz da MG na sexta posição do ranking global de fabricantes, com um recuo contido de 0,39% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a BYD registrou queda de 15,73% nas suas entregas, somando 1,81 milhão de unidades comercializadas, o que a levou para oitavo lugar em vendas no mundo.
Entre as duas concorrentes asiáticas ficou a General Motors, que garantiu a sétima colocação ao registrar 1,88 milhão de unidades vendidas entre janeiro e junho. O grupo norte-americano obteve uma ligeira alta de 0,21%, interrompendo a sequência de baixas consecutivas que acumulava desde 2024.
Ranking global de fabricantes de carros no 1º semestre de 2026
| Posição | Grupo / Marca | Vendas acumuladas | Variação interanual |
| 1º | Toyota (inclui Lexus) | 5,01 milhões | -2,90% |
| 2º | Grupo Volkswagen | 4,13 milhões | -6,35% |
| 3º | Hyundai-Kia | 3,60 milhões | -1,58% |
| 4º | Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi | 2,97 milhões | -3,57% |
| 5º | Stellantis | 2,96 milhões | +11,04% |
| 6º | SAIC (matriz da MG) | 2,05 milhões | -0,39% |
| 7º | General Motors | 1,88 milhão | +0,21% |
| 8º | BYD | 1,81 milhão | -15,73% |
| 9º | Geely | 1,42 milhão | +0,99% |
| 10º | Chery | 1,36 milhão | +7,73% |
| 11º | Changan | 1,19 milhão | -11,76% |
Liderança global e reação ocidental
Apesar da movimentação entre as marcas chinesas, o topo do mercado mundial permanece inalterado pela sétima temporada seguida. A Toyota sustentou a primeira colocação ao somar 5,01 milhões de emplacamentos somados às operações de Lexus e Toyota, mesmo enfrentando uma retração de 2,9% em relação ao primeiro semestre de 2025.

O segundo lugar continuou sob domínio do Grupo Volkswagen, que entregou 4,13 milhões de automóveis no mundo. A retração de 6,35% interrompeu a trajetória de recuperação que a empresa alemã vinha apresentando no exercício anterior.
O pódio global foi encerrado pelo grupo Hyundai-Kia, que registrou 3,60 milhões de unidades vendidas, com retração de 1,58%. O desempenho foi dividido de forma distinta entre as marcas da holding: a Hyundai teve queda de 4,9%, somando 1,96 milhão de veículos, enquanto a Kia avançou 2,7%, alcançando 1,63 milhão de entregas.
Avanço da Stellantis e concorrência chinesa
Na quarta colocação, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi contabilizou 2,97 milhões de emplacamentos, exibindo recuo de 3,57%. No detalhamento interno da fusão, a Renault manteve estabilidade com 1,16 milhão de unidades (queda de 0,4%), a Nissan registrou 1,51 milhão (recuo de 6,7%) e a Mitsubishi fechou o período com 387.000 unidades.

Logo na sequência aparece a Stellantis, fechando os cinco maiores grupos mundiais com 2,96 milhões de veículos vendidos. Sob a liderança executiva de Antonio Filosa, a companhia obteve um crescimento de 11,04%, figurando entre os raros conglomerados ocidentais com saldo positivo no acumulado de 2026.
Além da SAIC, outras marcas de origem chinesa registraram expansão no período. A Geely alcançou 1,42 milhão de emplacamentos, com alta de 0,99%, e a Chery somou 1,36 milhão de automóveis, crescendo 7,73%. Em contrapartida, a Changan registrou retração de 11,76%, encerrando o semestre com 1,19 milhão de unidades comercializadas.
Retração nas marcas alemãs de alto padrão

O segmento de veículos de valor agregado superior também enfrentou desvalorização de volume nos seis primeiros meses do ano. A BMW sustentou o topo desse nicho ao somar 1,15 milhão de automóveis entregues, embora tenha apresentado um recuo de 4,19% na comparação anual.
A Mercedes-Benz ocupou a segunda posição do setor ao contabilizar 837.200 veículos negociados no mundo, o que representou a redução mais severa entre as concorrentes diretas, com queda de 22,21%. Fechando o trio de marcas alemãs, a Audi somou 727.200 licenciamentos, recuo de 8,41% ante o mesmo semestre do ano anterior.
A retração do segmento de alto custo e as oscilações nos grupos asiáticos refletem a reorganização do mercado internacional, no qual a expansão do grupo SAIC na Europa tem garantido sustentação de volume enquanto concorrentes diretos enfrentam desaceleração de vendas.
O segmento de veículos de luxo enfrentou retração generalizada nos primeiros seis meses do ano, com queda acentuada nos emplacamentos globais.
| Posição | Marca | Vendas acumuladas | Variação interanual |
| 1º | BMW | 1,15 milhão | -4,19% |
| 2º | Mercedes-Benz | 837.200 | -22,21% |
| 3º | Audi | 727.200 | -8,41% |
