
A chamada “taxa da blusinha”, que irá acabar a partir desta quarta-feira, como anunciou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou uma arrecadação para o governo de R$ 1,78 bilhão em Imposto de Importação com as encomendas só nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados da Receita Federal. Foi uma alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já no ano de 2025, o governo arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões em tarifa cobradas em remessas internacionais.
O termo “taxa das blusinhas” é usado para se referir ao programa Remessa Conforme, criado para viabilizar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado há dois anos.
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Com o fim das taxas, o governo espera que produtos importados de baixo valor fiquem mais baratos, facilitando o consumo às vésperas da eleição. No entanto, a queda de preços ao consumidor pode não ser tão intensa. A taxa das blusinhas agora está zerada, mas ainda haverá a cobrança de ICMS, que varia entre 17% e 20% na maioria dos estados.
Para compras acima de US$ 50 (R$ 245), continua valendo o imposto federal de 60%.
Ainda assim, a medida pode beneficiar os Correios, que perderam muito espaço na entrega de produtos importados. A tendência de alta no volume de importações pode melhorar um pouco as receitas da companhia, ainda que longe de resolver seus graves problemas de desequilíbrio.
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