A Toyota está inaugurando seu Centro Técnico de Baterias na fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo. Com a nova instalação, a empresa torna-se a primeira montadora instalada no país a nacionalizar a montagem desse tipo de componente para veículos de passeio com motorização híbrida.
A produção inicial de baterias de íon-lítio será totalmente dedicada ao SUV compacto Yaris Cross. A capacidade instalada da nova linha é de aproximadamente 50.000 conjuntos por ano. Esse volume foi dimensionado para atender tanto a demanda do mercado brasileiro quanto as exportações do modelo para países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Equador.
O início da montagem nacional das baterias do sistema HEV (híbrido pleno) em 2026 já estava previsto no cronograma de nacionalização de componentes da montadora para seus veículos eletrificados. A estratégia de aproximar a produção das baterias da linha de montagem do veículo visa encurtar a cadeia logística e reduzir custos de operação.
A unidade de baterias fica no mesmo complexo onde o Toyota Yaris Cross é produzido. A versão híbrida integra um motor 1.5 flex a um propulsor elétrico. Trabalhando em conjunto com um câmbio automático do tipo e-CVT, o sistema entrega uma potência combinada de cerca de 113 cv.
A bateria montada no Brasil tem 0,7 kWh de capacidade. Por se tratar de um híbrido convencional, o SUV não necessita de recarga em tomadas externas. A energia enviada à bateria é gerada automaticamente pelo sistema de frenagem regenerativa e pelo próprio motor a combustão durante a rodagem.

O desenvolvimento do SUV compacto e a nacionalização de suas baterias representam um aporte de R$ 1,7 bilhão. Esse montante faz parte de um ciclo de investimentos muito maior, de R$ 11 bilhões, anunciado pela Toyota para o Brasil até 2030.
A inauguração do Centro de Baterias ocorre em um momento de transição fabril profunda para a Toyota no Brasil. A fabricante está expandindo o complexo de Sorocaba para absorver toda a produção do sedã médio Corolla, movimento necessário uma vez que a histórica fábrica de Indaiatuba terá suas atividades encerradas no segundo semestre de 2026. A nova infraestrutura no interior paulista também viabilizará a produção de uma inédita picape híbrida, desenvolvida para disputar mercado com a Fiat Toro.
