O número de atendimentos a crianças com leucemia no estado de São Paulo aumentou em 2025 na comparação com 2024, segundo dados oficiais da saúde.
Entre crianças com menos de 4 anos, a alta foi de 21,8%. Já na faixa etária de 5 a 9 anos, o crescimento foi ainda maior: 38,7%.
Em números absolutos, isso representa:
• Menores de 4 anos: aumento de 513 atendimentos
• Crianças de 5 a 9 anos: aumento de 1.046 atendimentos
Os procedimentos clínicos ambulatoriais por leucemia também cresceram:
• Menores de 4 anos: de 2.356 em 2024 para 2.869 em 2025
• 5 a 9 anos: de 2.703 em 2024 para 3.749 em 2025
Especialistas explicam que o aumento nos atendimentos não significa necessariamente que há mais casos da doença, mas pode indicar ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
Não que esteja acontecendo algo que gere mais, é uma estatística uniforme, mas o número de atendimentos aumentou. Além de atendimentos, o auxilio é maior. Isso reflete no índice de cura também – afirma o médico Amilcar Cardoso
Tipo mais comum é a leucemia linfoide aguda
A forma mais frequente da doença em crianças é a leucemia linfoide aguda (LLA), responsável por cerca de 80% dos casos.
A doença se origina na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. Nessa condição, os glóbulos brancos sofrem mutações e passam a se multiplicar de forma desordenada, ocupando o espaço das células saudáveis.
Sintomas podem ser confundidos com doenças comuns
Os sinais iniciais podem se parecer com infecções ou anemias, o que dificulta a identificação precoce. Entre os principais sintomas estão:
• Palidez
• Cansaço excessivo
• Febre sem causa aparente
• Manchas roxas ou sangramentos
• Dores ósseas
• Aumento do abdômen ou das ínguas
Se o quadro persistir e não houver melhora, a orientação é buscar avaliação médica.
Tratamentos mais modernos ampliam chances de cura
O tratamento da leucemia infantil é complexo e personalizado. A quimioterapia segue como principal recurso, mas novas terapias vêm ampliando as perspectivas de cura.
Entre as abordagens mais modernas estão:
• Imunoterapia, como anticorpos monoclonais e a terapia CAR-T cell, que utiliza células do próprio paciente modificadas para combater o câncer;
• Transplante de medula óssea, indicado em casos de alto risco ou recaída;
• Terapias-alvo, que atuam sobre mutações genéticas específicas;
• Cuidados de suporte, fundamentais para controlar sintomas e reduzir efeitos colaterais.
Com os avanços terapêuticos e o trabalho de equipes multidisciplinares, as taxas de cura da leucemia infantil no Brasil superam 80% em muitos centros de referência, alcançando níveis semelhantes aos de países desenvolvidos.
Diagnóstico precoce é fundamental
O câncer infantil costuma evoluir mais rapidamente, mas também responde melhor ao tratamento. Por isso, especialistas reforçam que cada dia conta.
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e reduz os riscos de complicações futuras.
A conscientização e a atenção aos sintomas são apontadas como fatores decisivos para garantir tratamento rápido e eficaz às crianças, segundo Amilcar.
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