A pequena Catarina Paulino Isidoro nasceu de forma inesperada na manhã desta terça-feira (13). O parto foi dentro do carro dos próprios pais, na Rodovia Campinas-Monte Mor (SP-101), próximo ao Parque Santa Bárbara, em Campinas.
Segundo relato da mãe, Samara Isidoro, moradora de Hortolândia, ela acordou por volta das 5h com fortes contrações e começou a se preparar para seguir até o hospital. Antes de ir para a maternidade, o casal passou na casa da irmã de Samara para deixar a outra filha da família.
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No entanto, durante o trajeto até o hospital, por volta das 6h55, Catarina nasceu ainda dentro do veículo.
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Samara contou que viveu momentos de desespero e afirmou que jamais imaginou passar por um parto dentro de um carro. Ela também disse que não esperava que o próprio marido precisaria ajudar no nascimento da filha.
Apesar do susto, mãe e bebê passam bem.
Entenda a queda no número de nascimentos no estado de SP
O estado de São Paulo registra, há 25 anos, um movimento contínuo de redução no número de bebês nascidos vivos. O levantamento realizado pela Fundação Seade revela que, entre 2000 e 2024, os registros de nascidos vivos caíram de 699,3 mil para 470,8 mil, uma diferença de quase 230 mil nascimentos.
Em porcentagem, esse número mostra uma redução de 32%.
A queda mais acentuada ocorreu a partir de 2018, tendência que se intensificou durante a pandemia de Covid-19, segundo a fundação.
De acordo com o Seade, o recuo não foi linear. Entre 2000 e 2011, houve a maior retração, com queda de 40%. Em seguida, um leve crescimento entre 2012 e 2015 fez o número voltar a se aproximar do patamar de 2002, com cerca de 632 mil nascimentos. Mas, a partir de 2016, a curva voltou a descer. Confira, abaixo, os números por ano:
- 2000: 699.374 nascidos vivos
- 2004: 626.804
- 2009: 598.909
- 2014: 625.750
- 2019: 580.222
- 2024: 470.873
Região de Campinas segue a mesma tendência
A região administrativa de Campinas, que inclui 90 municípios, entre eles Piracicaba, também registra declínio – observe abaixo.
- 2000: 91.468 nascidos vivos
- 2004: 83.771
- 2009: 83.820
- 2014: 89.768
- 2019: 85.944
- 2024: 72.828
Razões para o declínio de partos
De acordo com Glaucia Marcondes, coordenadora do NEPO (Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó”) da Unicamp uma das razões desse declínio é o fato das mulheres terem acesso aos métodos anticoncepcionais mais modernos e, dessa forma, conseguem controlar a natalidade.
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Programa de mães acolhedoras transforma a vida de crianças afastadas da família

Ela chegou ainda bebê sem aceitar colo, banho ou carinho. Chorava quando alguém tentava tocá-la. Não tomava mamadeira no colo e estranhava qualquer demonstração de afeto. Hoje, a criança que vive temporariamente com a família da médica veterinária Lauceli Sulzbach corre pela casa, faz birra para ganhar abraço e ama conversar.
“Ela passou os primeiros meses da vida dela num abrigo. Então, quando ela chegou, ela não abraçava. Ela até chorava. Todo o toque com ela foi muito difícil”, lembra Lauceli. “Agora não. Agora ela ama, adora ficar no colo, reclama se a gente não pega ela. Ela quer sempre estar junto.”
Neste Dia das Mães, celebrado neste domingo (8), histórias como a de Lauceli ajudam a mostrar uma forma diferente — e pouco conhecida — de maternidade: a das mães acolhedoras. Em Campinas, famílias voluntárias recebem temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por situações de violência, negligência ou abandono.
O acolhimento funciona como uma alternativa aos abrigos institucionais. Durante esse período, a criança passa a viver na casa da família acolhedora até que possa retornar à família biológica, ser encaminhada para parentes ou seguir para adoção.
Mais do que oferecer abrigo, essas famílias oferecem rotina, afeto, segurança e pertencimento em um momento decisivo da vida dessas crianças e adolescentes.
Na metrópole, segundo a secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, cerca de 500 crianças e adolescentes vivem atualmente em serviços de acolhimento. Segundo a pesquisadora convidada do NEEP (Núcleo de Estudos de Políticas Públicas) da Unicamp, Jane Valente, estudos mostram que, a cada ano vivido em uma instituição, a criança perde cerca de quatro meses no desenvolvimento. Para ela, o cuidado individualizado e os vínculos afetivos construídos dentro de uma família fazem diferença direta no desenvolvimento emocional e social dessas crianças.
Desde o início das atividades do programa Família Acolhedora, em 1997, 521 crianças e adolescentes já passaram pelo acolhimento familiar na cidade – conheça mais sobre o serviço abaixo.
“A gente entendeu que conseguiria fazer o melhor para a criança”
Lauceli entrou para o programa em 2016, depois de descobrir o serviço por acaso em um folder encontrado em uma loja de Campinas. Na época, os dois filhos biológicos ainda eram pequenos, mas o desejo de maternar permaneceu.
“Eu sempre quis ter cinco filhos. Nós tivemos dois e paramos por aí. Então a ideia de adoção, de acolhimento, sempre teve na nossa cabeça.”
Hoje, ela e o marido já acolheram cinco crianças.
Na prática, a rotina da família acolhedora se mistura à de qualquer outra casa com crianças. Há horários de banho, alimentação, consultas médicas, brincadeiras e noites mal dormidas.
Ela conta que a criança acolhida atualmente chegou sem conseguir sentar, engatinhar ou se movimentar com facilidade. O desenvolvimento veio aos poucos, estimulado dentro da convivência familiar.
“Ela aprendeu a andar, ela está falando, tudo enrolado, mas conversando e falando e se comunicando.”
Para Lauceli, o acolhimento familiar permite que a criança receba atenção individualizada e construa vínculos afetivos que fazem diferença no desenvolvimento emocional.
A veterinária explica que, em instituições, a rotina precisa atender muitas crianças ao mesmo tempo, o que dificulta um cuidado mais próximo e personalizado.
“No abrigo, tudo precisa seguir horários e atender todo mundo junto. Já na família acolhedora, a gente consegue perceber quando a criança está com sono, quando precisa de colo, de carinho ou de atenção. Cada criança é cuidada de forma única.”
Segundo ela, as crianças costumam chegar “de uma maneira fria”, mas saem mais alegres, tranquilas e felizes. Para a acolhedora, o que transforma é o amor e o acolhimento, além do aconchego que elas encontram no abraço materno.
“Eu acredito que o amor é o que transforma, o amor e o acolhimento, esse aconchego que eles sentem no nosso abraço como mãe, que faz toda a diferença na vida deles. E na nossa, claro”,afirmou.
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