
Um funcionário da Casa Branca afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, é contra qualquer tentativa de cobrar pedágio pela navegação no Estreito de Hormuz e tem interesse em comprar mais petróleo dos Estados Unidos para reduzir sua dependência dessa rota marítima no futuro.
Segundo o funcionário, Xi fez esses comentários durante sua reunião com o presidente americano Donald Trump em Pequim, na quinta-feira. O comunicado oficial chinês sobre o encontro não mencionou energia na lista de temas discutidos pelos dois líderes, embora tenha informado que eles falaram sobre o Oriente Médio.
A China é o maior importador mundial de petróleo bruto e gás natural, enquanto os EUA são o maior produtor de ambos. Porém, os embarques entre os dois países foram praticamente interrompidos no ano passado, depois que a China impôs tarifas sobre essas commodities em resposta aos amplos encargos aplicados por Trump sobre produtos chineses.
A oferta global de petróleo e gás tem sofrido forte pressão neste ano depois que o Irã, na prática, fechou o Estreito de Hormuz em resposta a ataques aéreos dos EUA e de Israel, e ameaçou cobrar taxas de navios para permitir a passagem. O fechamento do estreito interrompeu cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), pressionando os preços para cima.
Desde então, os EUA passaram a implementar seu próprio bloqueio para impedir que navios saiam do Golfo Pérsico. O superpetroleiro chinês Yuan Hua Hu aparenta ter atravessado o bloqueio em segurança na quinta-feira.
Segundo o funcionário americano, Xi e Trump concordaram que o estreito precisa permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia.
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