O Hyundai i20 2027 será apresentado oficialmente no Brasil em junho deste ano com uma carroceria em formato de crossover. Segundo informações apuradas pelo site Autos Segredos, o modelo começará a ser vendido em julho com o objetivo de preencher o espaço existente entre o hatch compacto HB20 e o SUV compacto Creta.
A chegada do veículo provocará uma mudança imediata na linha de montagem de Piracicaba, no interior de São Paulo. Para abrir espaço para a produção do novo utilitário esportivo leve, a fabricante sul-coreana descontinuará o sedã HB20S até o final deste ano. A decisão prioriza um formato de carroceria com maior margem de lucro e maior demanda atual no mercado nacional.
Essa movimentação fará com que a Hyundai consiga entrar no segmento dos SUVs de entrada. O modelo brigará por clientes que hoje compram o Fiat Pulse, o Renault Kardian e Volkswagen Tera. Será uma repetição da estratégia usada no elétrico Ioniq 5, que possui proporções próximas às de um hatch convencional, mas adota elementos visuais elevados para atrair compradores de SUVs.
Na parte mecânica, o veículo deixará de lado qualquer tipo de eletrificação neste primeiro momento. A marca optou por utilizar os mesmos motores flex que já equipam a linha atual do HB20, o que reduz custos de desenvolvimento e facilita a logística de componentes e reparos nas concessionárias.

As opções mais acessíveis do catálogo virão equipadas com o motor 1.0 aspirado de três cilindros. Esse propulsor gera 80 cv com etanol e 75 cv com gasolina, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. O torque máximo é de 10,2 kgfm com o combustível vegetal e 9,6 kgfm com o derivado de petróleo, números idênticos aos do irmão menor da gama.
Nas configurações de topo, o modelo utilizará o motor 1.0 turbo com injeção direta. Ele gera até 120 cv com etanol (-10 cv em relação ao Fiat Pulse turbo), apresentando um torque constante de 17,5 kgfm com qualquer um dos combustíveis. Nesse caso, o gerenciamento da força será feito por uma caixa automática de seis marchas.

O desenho externo estará alinhado com a identidade visual mais atual da empresa. A dianteira exibe conjuntos ópticos mais afilados e um capô com vincos profundos. O modelo terá proporções que o deixam visualmente mais largo quando comparado ao HB20 tradicional, aproximando-se da largura de hatches médios como o Volkswagen Golf.
O apelo aventureiro que justifica a classificação de crossover é reforçado por apliques de plástico fosco nas molduras das caixas de roda e na base das portas laterais. Na traseira, as lanternas horizontais invadem a tampa do porta-malas. A cabine contará com telas integradas em uma peça única e curva, unindo o quadro de instrumentos digital e a central multimídia flutuante.
A lista de itens de série priorizará equipamentos de segurança passiva e ativa desde o catálogo inicial. O veículo sairá de fábrica equipado com seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, além de assistente de partida em rampas e ganchos Isofix para fixação de assentos infantis.
As variantes equipadas com a motorização turbo trarão freios a disco nas quatro rodas, uma solução de engenharia que melhora a eficiência em frenagens longas e compensa o peso extra da carroceria elevada. Esse recurso técnico serve como diferencial competitivo, uma vez que rivais diretos de entrada utilizam tambores no eixo traseiro.
