Com a chegada do Sonic às lojas, a General Motors aproveitou para atualizar o modelo posicionado acima na gama e lançou o Chevrolet Tracker 2027. A mudança de ano-modelo trouxe novos equipamentos de segurança, não apenas para justificar o preço mais elevado em relação ao recém-lançado Sonic, mas também para reduzir a diferença na lista de itens de série frente aos principais rivais.
A principal novidade do Chevrolet Tracker 2027 está no pacote Chevrolet Intelligent Driving, nomenclatura usada pela marca para reunir os sistemas de assistência à condução. Para reduzir os índices de colisões traseiras em até 50%, a fabricante passou a oferecer frenagem autônoma de emergência com reconhecimento de pedestres e ciclistas desde a versão LT.
A precisão do sistema foi aprimorada por meio de uma nova câmera de alta resolução instalada no para-brisa, capaz de ampliar em 40% a área de captação. O mesmo equipamento também fornece os dados para o novo assistente ativo de permanência em faixa, que atua na direção para evitar saídas involuntárias da pista. As versões mais caras ainda adicionam monitoramento de ponto cego e alerta de pressão dos pneus.
Para melhorar a eficiência energética no uso urbano, a marca reinstalou o sistema start/stop nas configurações equipadas com motor 1.0 turbo. O recurso, presente no lançamento do SUV em 2020 e removido posteriormente, desliga temporariamente o motor em paradas de semáforos ou congestionamentos.

Segundo a fabricante, a adoção do sistema pode gerar ganho de até 0,5 km/l no consumo urbano. A engenharia também aplicou uma nova calibração para garantir religamentos mais suaves e reduzir interferências na condução. O software agora trabalha em conjunto com o sensor de climatização da cabine, impedindo o desligamento do motor quando o ar-condicionado precisa operar continuamente para resfriar o interior. O sistema pode ser desativado por um botão no painel.
A mecânica segue sem alterações. As versões de entrada utilizam o motor 1.0 turbo de 115 cv e 18,9 kgfm de torque. Já as configurações mais caras mantêm o 1.2 turbo, com 141 cv e 22,9 kgfm.
Na cabine, a conectividade foi reforçada com a oferta de oito anos gratuitos do plano OnStar Basics em todas as versões. O pacote inclui diagnóstico remoto e acesso ao aplicativo myChevrolet para localização do veículo. O cliente também recebe um período de testes do pacote Protect, que reúne Wi-Fi nativo e resposta automática em caso de acidentes.
O espaço interno e a carroceria preservam as dimensões já conhecidas. O SUV tem 4,30 m de comprimento e 2,57 m de entre-eixos, além de porta-malas com capacidade para 393 litros. Externamente, a única mudança visual está na atualização da paleta de cores, com a substituição da pintura Cinza Rush pela nova tonalidade Cinza Âmbar.
A gama continua dividida em cinco versões: Turbo AT, LT, LTZ, Premier e RS. A fabricante ainda não divulgou oficialmente a tabela de preços completa do modelo atualizado para a imprensa.
No configurador do site oficial, o Tracker parte de R$ 119.900 na versão Turbo AT. A configuração LT, que passa a concentrar os novos recursos de assistência à condução, custa R$ 145.490, enquanto a LTZ sai por R$ 160.790. No topo da linha, Premier e RS custam R$ 177.990 e R$ 178.990, respectivamente, diferenciando-se principalmente pelo acabamento visual.
