A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) exonerou, nesta segunda-feira (8), o diretor administrativo e financeiro, Ricardo Ferraro Geciauskas. A decisão foi tomada após o jornal Correio Popular receber imagens que mostram o executivo em visita às dependências da empresa Smile Transportes, uma das vencedoras da licitação do transporte coletivo de Campinas.
A exoneração e a abertura de uma sindicância interna foram definidas no último sábado (6) e oficializadas nesta segunda durante reunião do Conselho Administrativo da Emdec.
A presidência da companhia informou, em nota, que a visita não foi comunicada previamente e não possuía qualquer relação com atividades institucionais autorizadas.
Emdec investiga o caso
Segundo a Emdec, em nota oficial, o desligamento foi determinado “diante da gravidade das informações e visando resguardar a integridade da administração pública”. A empresa afirma que a sindicância instaurada assegurará ao ex-diretor o direito ao contraditório e à ampla defesa para apurar se houve conduta incompatível com os deveres do cargo.
A companhia destacou que Geciauskas não integrava a comissão responsável pelo processo de concessão do transporte público coletivo de Campinas. Com a saída do diretor, a pasta administrativa e financeira será assumida interinamente pelo presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Na nota, a empresa reforçou seu compromisso com a ética e a transparência, afirmando que “não tolera qualquer conduta que possa comprometer a confiança da população”. A Emdec informou ainda que segue colaborando com os órgãos competentes e que adotará medidas adicionais conforme a conclusão das apurações.
A Smile Transportes disse que não houve irregularidade e que as imagens divulgadas foram editadas e apresentadas fora de contexto.
O Grupo EP não conseguiu contato com Geciauskas até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para o posicionamento do executivo.
*Com informações da EPTV Campinas
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Caso Vini Oliveira: entenda por que o vereador é alvo de investigação sobre corrupção
A operação realizada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) na manhã desta quarta-feira (3) tem como principal alvo o vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas. A investigação apura a suspeita de pagamento e recebimento de vantagens indevidas por parte do agente público, ou seja, possíveis crimes de corrupção ativa e passiva.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Campinas e dois em Paulínia. Houve buscas da polícia na casa do vereador e em seu gabinete na Câmara Municipal – saiba mais abaixo. Além do parlamentar, também são investigados assessores ligados ao vereador e empresários do setor de transportes.
A assessoria de Vini Oliveira informou que o vereador está internado em um hospital e, por enquanto, não irá se manifestar. Um vídeo do vereador foi postado em suas redes sociais onde ele se defendeu – leia mais abaixo.
O que motivou a investigação
A apuração teve início após denúncias encaminhadas ao Ministério Público em razão da divulgação de um vídeo que mostra Vini Oliveira participando de uma reunião na empresa Smile Transportes e Turismo, de Paulínia.
A Smile Turismo integra o Consórcio Grande Campinas, vencedor do Lote Norte da nova concessão do transporte público da cidade, responsável futuramente pela operação nas regiões Norte, Oeste e Noroeste de Campinas. A empresa também é alvo da operação desta quarta-feira.
Segundo o que foi apurado pelos investigadores, as imagens mostram o vereador acompanhado de um integrante de sua equipe. Ao final da reunião, envelopes aparecem sendo colocados dentro de uma caixa preta, que posteriormente é entregue ao acompanhante do parlamentar.
De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, os fatos levantaram suspeitas que deram origem ao inquérito que investiga possíveis práticas de corrupção ativa e passiva.
O que foi apreendido
Durante a operação, os agentes apreenderam documentos, anotações, celulares, dispositivos eletrônicos, pen-drives conectados a computadores e R$ 30 mil encontrados na empresa Smile.
Na residência do chefe de gabinete do vereador, foram apreendidos R$ 4 mil em dinheiro.
Todo o material recolhido será analisado e poderá auxiliar no avanço das investigações, que seguem em andamento.
A ação é conduzida em conjunto pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pelo Neccold (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro).
Onde foram cumpridos os mandados
Segundo informações apuradas pela EPTV, quase todos os mandados foram cumpridos em endereços ligados ao vereador, incluindo imóveis residenciais, escritórios e o gabinete de Vini Oliveira na Câmara Municipal de Campinas.
Também houve mandado de busca na sede da Smile Transportes e Turismo, em Paulínia.
Ao todo, sete pessoas são investigadas:
- Vini Oliveira, principal alvo da operação;
- assessores ligados ao vereador;
- o proprietário da Smile Transportes e Turismo;
- filhos do empresário.

Defesa de Vini Oliveira
A assessoria de Vini Oliveira informou que o vereador está internado em um hospital e, por enquanto, não irá se manifestar sobre a operação.
Porém, após a divulgação das imagens da reunião na empresa de ônibus, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais em que nega qualquer irregularidade.
“Eu nunca encostei a mão em dinheiro que não seja o meu salário. Eu peço ao Ministério Público que quebre meu sigilo bancário e que veja que eu não devo nada a ninguém. Eu nunca encostei no dinheiro da população, nunca mexi em dinheiro público, nunca cometi rachadinhas, propina ou desvio de dinheiro”,
afirmou.

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O que dizem a Emdec e a Câmara
A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) informou que a empresa investigada não opera atualmente o transporte público coletivo de Campinas.
O órgão ressaltou que o foco da investigação não é o processo de licitação do transporte público, mas destacou que acompanha o caso por se tratar de uma empresa que integra um dos consórcios vencedores da concessão.
A empresa Smile Transportes e Turismo afirmou que está “prestando todos os esclarecimentos, disponibilizando informações necessárias às autoridades competentes e colaborando integralmente com as investigações para que os fatos sejam devidamente apurados”.
Já a Câmara Municipal informou que policiais civis estiveram no Legislativo por volta das 7h desta quarta-feira para cumprir mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador.
Segundo a Casa, foram recolhidos pen-drives conectados aos computadores do gabinete. A Câmara declarou ainda que está à disposição para colaborar com as investigações do Ministério Público.
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