Uma mulher solicitou uma medida protetiva de urgência após relatar ter sido agredida e ameaçada pelo companheiro durante uma discussão, enquanto estava ao lado da filha de dois anos em um apartamento na Avenida Maranhão, em Americana, na manhã desta sexta-feira (10).
Segundo a vítima, a briga começou na quinta-feira (9), por ciúmes, e continuou até a manhã desta sexta. Ela afirmou que o homem fez chantagens emocionais, a empurrou e, para se proteger, ela se trancou em um quarto com uma criança de dois anos. Ainda conforme o relato, o companheiro arrombou a porta para entrar no cômodo.
Guarda Municipal atendeu a ocorrência

A Guarda Municipal foi acionada após a mulher e a criança pedirem socorro de dentro do quarto. Ao chegar ao apartamento, os agentes encontraram a porta do imóvel aberta e retiraram o homem da residência.
Maconha foi encontrada no apartamento
Durante a ocorrência, os guardas localizaram uma bolsa escondida atrás da televisão contendo 25 gramas de maconha, um dichavador e duas pontas de cigarro de maconha.
Caso foi registrado na delegacia
O casal foi encaminhado à delegacia para o registro da ocorrência. A mulher solicitou medida protetiva de urgência e, após os procedimentos, ambos foram liberados. O caso será investigado pelas autoridades competentes.
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Viu isso? Quem era Maria Aparecida Martinelli, mulher ativista da causa animal morta a facadas no Cambuí

A mulher de 57 anos que foi morta a facadas dentro do apartamento onde morava, no Cambuí, em Campinas, na tarde desta quinta-feira (9), era vice-presidente da ONG Anjos de Patas, onde atuava havia cerca de dois anos. Voluntária da causa animal, Maria Aparecida Martinelli participava do resgate de cães, cavalos e outros animais vítimas de abandono e maus-tratos em Campinas e cidades da região.
Natural de Campinas, Maria era apaixonada por bichos desde a infância. De acordo com Gabriela Souza Lourenço, presidente da ONG Anjos de Patas e amiga da vítima, o interesse pela causa surgiu ainda na infância, influenciado pelo pai, que criava diversos animais.
As duas mulheres se conheceram há cerca de quatro anos durante o resgate de um cavalo e, desde então, passaram a atuar juntas na proteção animal. Para Gabriela, Maria era uma das voluntárias mais atuantes da entidade.
“Ela era meu braço direito. Sempre que aparecia um resgate, era a primeira a ajudar. Corria atrás de veterinário, organizava rifas e vaquinhas para conseguir recursos e fazia de tudo pelos animais”, afirmou.
O trabalho voluntário fazia parte da rotina de Maria até os últimos momentos de vida. Horas antes do crime, Gabriela conta que ela entrou em contato com integrantes de outra ONG para buscar informações sobre animais acolhidos pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) de Campinas e dar continuidade a novos resgates.
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Família e amigos pedem justiça
A morte da mulher mobilizou familiares, amigos e integrantes da ONG Anjos de Patas, que passaram a prestar homenagens nas redes sociais. Segundo Gabriela, o grupo também pretende organizar uma manifestação para pedir justiça pelo caso. O ato deve ocorrer após o velório e o sepultamento da voluntária, que ainda não tiveram data divulgada.
De acordo com a amiga, familiares e amigos defendem que a investigação considere o caso como feminicídio. Ela também contesta a versão de que a mulher teria reagido ao suspeito durante a discussão que antecedeu o crime.
“O que estão falando é que foi uma luta corporal, mas isso não é o perfil dela. A Maria era pequenininha, delicada. A gente espera que esse caso não fique impune”, disse.

Entenda o caso
Maria Aparecida foi morta a facadas na tarde de quinta-feira (9), em um apartamento na Rua Padre Vieira, no Cambuí, em Campinas.
Segundo a secretaria de Segurança Pública (SSP), um homem de 30 anos se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, confessou o crime e foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Em depoimento, ele afirmou que os dois discutiram por causa de uma dívida antes de entrarem em luta corporal.
A faca utilizada no crime e dois aparelhos celulares foram apreendidos para perícia. O caso foi registrado no Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas como homicídio qualificado e segue sob investigação.
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