O Renault Kwid 2027 aparece novamente em testes no Brasil e circula praticamente sem disfarces pelas ruas, confirmando o que a versão recém-lançada na Índia já adiantava. O hatch compacto adotará a mesma reestilização do modelo asiático, com mudanças pontuais de design focadas em reduzir custos de produção e manter o modelo competitivo frente aos rivais de entrada.
O flagra mais recente, feito pelo site Autos Segredos, mostra a configuração aventureira Outsider em um posto de gasolina, escondendo somente a frente e a traseira. Apesar da camuflagem, é possível ver que a Renault não vai se esforçar em mudar muito o carro, preservando o modelo por mais algum tempo com uma alteração leve.
A decisão de aplicar retoques sutis em vez de uma reforma profunda faz sentido financeiro. Com a pressão dos concorrentes e a necessidade de manter o preço atrativo, a Renault evitou alterações que afetassem a estamparia da carroceria. O foco foi atualizar componentes plásticos e de iluminação, garantindo um fôlego extra de mercado até que uma nova geração global ou um eventual substituto se consolide por aqui.
A linha seguirá com três versões, porém os nomes serão alterados, para seguir o esquema usado pelos últimos lançamentos como Kardian e Boreal. As informações de bastidores indicam que o Renault Kwid 2027 será vendido nas opções Techno, Evolution e na topo de linha Outsider.
Externamente, as alterações do hatch se concentram no para-choque dianteiro, que foi redesenhado para abrigar um formato inédito de faróis e novas grades superior e inferior. O conjunto óptico mantém a divisão de andares, com luzes diurnas em led na parte superior e projetores halógenos na seção inferior, mas ganha um contorno plástico que disfarça o formato original das peças.

Na traseira, o visual segue sem grandes revoluções. O para-choque é exatamente o mesmo da linha atual, mudando apenas o arranjo interno de luzes das lanternas. Um detalhe curioso na carroceria é a adoção de uma antena do tipo barbatana de tubarão, substituindo a antiga haste longa no teto. Nas laterais, o modelo ganha novas rodas de liga leve para a configuração Outsider, enquanto as demais opções recebem calotas plásticas redesenhadas em dois tons para as rodas de aço de 14″.
O interior mantém a concepção simples, mas recebe um novo volante de três raios com comandos de som integrados e o emblema atualizado da fabricante. A central multimídia com tela de 8″ permanece inalterada, oferecendo conexão via cabo para Android Auto e Apple CarPlay, acompanhada do painel de instrumentos digital monocromático.

No pacote de equipamentos de segurança, a versão mais cara vendida na Ásia oferece seis airbags, recurso que pode aparecer na opção topo de linha no Brasil. O pacote indiano inclui ainda câmera de ré com linhas de guia, sensor de estacionamento e monitoramento de pressão dos pneus.
Sob o capô, o compacto não apresenta novidades para o mercado nacional. O modelo preserva o conhecido motor 1.0 de três cilindros naturalmente aspirado. O conjunto entrega 71 cv de potência com etanol e 68 cv com gasolina a 5.500 rpm, enquanto o torque fica em 10 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente, a 4.250 rpm. O câmbio continua sendo exclusivamente o manual de cinco marchas no Brasil, sem indícios de que adotará a caixa automatizada oferecida no mercado estrangeiro.
A chegada da linha renovada às concessionárias brasileiras está prevista para ocorrer entre agosto e setembro deste ano. Na Índia, onde já é comercializado, o compacto parte de valores equivalentes a R$ 31.000 em conversão direta, o que equivale a menos da metade do que é cobrado pela versão de entrada do Renault Kwid no Brasil atualmente.
Por aqui, a expectativa é que os preços não sofram grandes reajustes, orbitando a faixa atual para não perder terreno frente ao Fiat Mobi e às versões básicas do Citroën C3.
