A BYD acelera o processo de nacionalização de peças na fábrica de Camaçari (BA). Os prédios de pintura estamparia e soldagem, que ficam ao lado de onde são montados os carros da marca, deverão ser entregues até o final de 2026, seguindo o cronograma planejado e divulgado no início do ano, segundo a montadora.
A fabricante chinesa está em negociações com 150 fornecedores, para peças como pneu, vidro, tinta e aço, para citar. A ideia é que até o final do ano essas empresas estejam operando nos setores de estamparia, solda e pintura, muitos deles internalizados.
As peças serão destinadas aos seus três modelos montados no local: Dolphin Mini, King e Song Pro. Para que um produto seja considerado nacional e tenha aval a ser exportado, o percentual de peças nacionalizadas deve ser de 60%. O local será estratégico para exportações na América Latina.
Por enquanto, a produção ocorre no formato SKD, com os carros vindos da China desmontados. No local, motor e transmissão são acoplados na carroceria, além de rodas e processo de finalização. Os modelos passam pelas linhas por meio de elevadores.

Futuro da BYD no Brasil passa pela fábrica
Após nove meses após a inauguração da fábrica de Camaçari, a BYD chegou a marca de 100 mil carros eletrificados montados no Brasil e chegou a 5,5 mil colaboradores diretos trabalhando na fábrica.
A inauguração da fábrica ocorreu com atrasos, em outubro de 2025, depois de problemas de maquinário, licenças e trabalho análogo à escravidão. Ainda esse ano, a expectativa é que uma opção flex do Song Pro saia do local. Para o futuro, Song Plus e a picape Mako também serão montados na fábrica. Ao todo, serão 12 modelos com o complexo em total funcionamento.

Depois de finalizado os processos de nacionalização, a fábrica será “espelhada” com um terreno ao lado ainda a ser adquirido, que promete aumentar a capacidade produção de 300 mil para 600 mil unidades até o final da década. Atualmente, a capacidade anual é de 150 mil veículos.
A BYD investe R$ 5,5 bilhões no local, que tem uma área de 4,6 milhões de metros quadrados, criando sua maior unidade fora da China.

