O Jeep Avenger é a síntese da sinergia do Grupo Stellantis. Ele tem plataforma francesa (de Peugeot e Citroën), motor italiano (criado pela Fiat) e design americano (com tradições da Jeep). O Brasil também entra na conta: além de ser produzido por aqui, em Porto Real (RJ), o SUV chega representando um ganho de força da operação brasileira.
O Avenger estreia no Brasil já reestilizado e o novo visual foi apresentado aqui antes da Europa. Também houve influência brasileira no acabamento, que passou por melhorias – incorporadas para o modelo que também acaba de estrear no mercado europeu.
Menor SUV da história da Jeep, o Avenger é mais um integrante do segmento ocupado por Chevrolet Sonic, Renault Kardian, VW Tera e Fiat Pulse. Honda WR-V e Nissan Kait também são considerados seus rivais pela marca.

Há três versões diferentes: Altitude, Longitude e Limited, todas com motorização híbrida leve (MHEV) de 12 volts, mas com a possibilidade de ter conteúdos raros entre os SUVs compactos, como teto solar e faróis matriciais.
Preços do Jeep Avenger 2027
- Altitude – R$ 114.990 para as primeiras 1.000 unidades; depois, R$ 119.990
- Altitude Pack – R$ 124.990 para as primeiras 2.000 unidades
- Longitude – R$ 135.990
- Limited – R$ 145.990
QUATRO RODAS já testou o novo SUV que promete níveis superiores de tecnologia, acabamento, economia de combustível, design e, por que não, o status de marca premium para um segmento de entrada. Será que ele cumpre tantas promessas?

Não parece, mas o Jeep Avenger é o menor modelo do segmento com seus 4,08 m de comprimento – seus rivais têm, pelo menos, 4,12 m. O entre-eixos de 2,56 m, no entanto, está na média da concorrência. Esse “disfarce” acontece graças ao formato quadrado vindo do Renegade e a alguns traços herdados do Compass, como a curvatura da coluna “C”, do modelo atual, e a dianteira afilada, vista na nova geração.

Esse estilo mais parrudo, que em nada lembra um hatch (ao contrário dos rivais), será um dos maiores argumentos do Avenger. Porém, o pequeno Jeep vai além da pose e do status com um robusto pacote de itens de série, reforçado na versão topo de linha, Limited.
Por fora, ele tem rodas de 18” exclusivas, com pneus 215/55. Também só ele tem faróis full-led matriciais, com facho alto adaptativo inteligente – embora funcione melhor em situações com menos trânsito. Na estrada cheia, vez ou outra, ele erra o facho e ilumina outros carros sem cerimônia. A grade em preto brilhante recebe traços iluminados nas sete fendas e uma câmera, que vale ponderações.

Segundo a Jeep, o Avenger tem câmeras 360°. Na prática, não é. Durante as manobras, ele cria imagens laterais com base nas captações das câmeras dianteira e traseira. Não há, de fato, câmeras nas laterais com imagens em tempo real. Há sensores de estacionamento frontais e traseiros.

No interior, todas as versões capricham no acabamento, com direito a revestimento sintético e toque macio nas portas e na faixa inferior do painel, mas a Limited busca detalhes. Há luzes ambiente, bancos com revestimento que imita couro e plásticos de tom dourado no centro do painel e no console.
Ela ainda tem o maior quadro de instrumentos da gama, com 10,25”. A multimídia é sempre a mesma, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, mas 10” dispostas em um formato horizontal muito estreito, mas o Limited tem navegador embarcado.

Ainda entre os itens, a versão topo de linha também é a única com ACC, centralizador de faixa, monitoramento de ponto cego, retrovisores externos com rebatimento e retrovisor interno eletrocrômico. Como opcional, há teto solar elétrico. Vindos de outras versões, há chave presencial, carregador por indução, frenagem automática de emergência, detector de fadiga do motorista, leitura de placas de velocidade, monitoramento de pressão dos pneus, ar digital automático e faróis de neblina.

O Avenger tem o motor 1.0 turbo flex de 116 cv e 20,4 kgfm com sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts e câmbio automático CVT de sete marchas simuladas. É o mesmo conjunto do Pulse, mas com uma redução de 14 cv que se percebe, mas não se sente falta.
No uso, o pedal do acelerador do Jeep parece ter um “peso” inicial extra para que o carro embale, mas ele não demora a fazer isso e anda tão bem quanto o “primo” da Fiat. Nos nossos testes, com gasolina, ele foi de 0 a 100 km/h em 10,8 s – o Pulse, fez em 10 s. Já o consumo, apesar de bom, mostra o maior esforço com as médias de 11,1 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, com gasolina.

No dia a dia, o Avenger Limited é agradável (quase) o tempo todo. A suspensão tem o melhor ajuste da categoria, com evidente robustez e boa estabilidade, mas sem prejudicar o conforto – sem a dureza do Pulse, por exemplo, apesar das rodas de 18”. Mas há o “quase”. Ele peca, e muito, no espaço interno, que acomoda sem tanta folga duas pessoas de média estatura, no banco de trás. Ao menos o porta-malas tem suficientes 321 litros.
Veredicto
O Jeep Avenger supera os rivais em equipamentos, acabamento e dirigibilidade, mas sua falta de espaço interno é um problema.

Equipamentos de série do Jeep Avenger Limited (R$ 145.990):
Teto preto, retrovisor interno sem borda e eletrocrômico, luz ambiente com oito cores, multimídia com ChatGPT e navegação embarcados, câmera dianteira, retrovisores externos com rebatimento automático, sensores de estacionamento frontais e traseiros, portas USB traseiras, grade frontal iluminada, rodas de 18″ com pneus 215/55, piloto automático adaptativo com centralizador de faixa e monitoramento de pontos cegos.

Ainda entram na lista ar-condicionado digital automático, faróis full led matriciais, lanternas de led, freio de estacionamento eletrônico, chave presencial para travamento/destravamento por aproximação, quadro de instrumentos de 10,25″, central multimídia de 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensor de chuva, seletor de modos de condução, sensores de estacionamento traseiros, duas portas USB (A e C) dianteiras, bancos revestidos de tecido, maçanetas e retrovisores externos em preto.

Há também estepe, seis airbags, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa, controle de estabilidade, detector de fadiga do motorista, piloto automático, faróis altos automáticos, leitura de placas de velocidade, assistente de descida (hill descent control) e monitoramento de pressão dos pneus.
Câmera de ré, alto-falantes dianteiros e traseiros (6), aletas para troca de marcha, carregador de celulares por indução, bancos com revestimento de tecido e vinil, maçanetas externas na cor do veículo, retrovisores em preto brilhante, barras de teto, faróis de neblina com função cornering lights, piloto automático adaptativo e sistemas de auxílio à condução também com câmera, além do radar.
Opcional:
Teto solar panorâmico com abertura elétrica – R$ 7.500

Galeria de fotos
CONSTRUÇÃO E ACABAMENTO
Além de bons encaixes, o uso de revestimentos sintéticos até nos painéis de porta dá ao Jeep o melhor acabamento da categoria. A carroceria demonstra solidez e o isolamento acústico é bom.
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TECNOLOGIA
A lista de série é boa, com bom nível de conectividade e tecnologia. Entre os destaques, há freio de estacionamento eletrônico, teto solar (opcional) e, exclusivo no segmento, faróis matriciais com facho alto inteligente. O sistema de câmeras da versão Limited, porém, não é 360°.
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VIDA A BORDO
O Avenger é o menor do segmento e isso se reflete no espaço interno restrito. Apenas dois ocupantes podem se acomodar com relativo conforto no banco traseiro, desde que não tenham estatura tão elevada.
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RENDIMENTO
Menos potente em relação a outros modelos da Stellantis com o conjunto, o Jeep tem bom fôlego para saídas e retomadas, e ainda vai melhor que os rivais. O consumo não enche os olhos, mesmo sendo um carro eletrificado.
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COMPORTAMENTO DINÂMICO
O ajuste de suspensão surpreende, com um bom encontro de robustez e conforto. Ele também evita rolagens e inclinações da carroceria em velocidades elevadas e em curvas mais fechadas.
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SEGURANÇA
Com itens de ADAS desde a versão mais barata, o Avenger vai bem em segurança. Há ainda o sistema de controle de descida, visto normalmente em carros off-road.
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SEU BOLSO
Caso fique na faixa pretendida, o Avenger tem tudo para ser um sucesso, por entregar mais do que a concorrência.
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Teste – Jeep Avenger Limited 1.0T MHEV 12V
ACELERAÇÃO
0 a 100 km/h: 10,8 s
0 a 1.000 m: 32,7 s / 156,7 km/h
VELOCIDADE MÁXIMA
n/d
RETOMADAS
40 a 80 km/h: 5,0 s
60 a 100 km/h: 6,4 s
80 a 120 km/h: 8,2 s
FRENAGENS
60/80/120 km/h a 0: 14,6 / 25,9 / 58,8 m
CONSUMO
Urbano: 11,1 km/l
Rodoviário: 14,0 km/l
RUÍDO INTERNO
Neutro/RPM máx.: 44,8 / 59,7 dBA
80/120 km/h: 64,4 / 69,1 dBA
AFERIÇÃO
Velocidade real a 100 km/h: 97 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 1.800 rpm
Volante: 2,5 voltas
Garantia: 5 anos
Ficha técnica – Jeep Avenger Limited 1.0T MHEV 12V
- Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cil., turbo, 12 V, 999 cm³, 116 cv, 20,4 kgfm; elétrico, 12V
- Câmbio: aut., CVT, 7 marchas virtuais, tração dianteira
- Direção: elétrica
- Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
- Freios: disco ventilado nas quatro rodas
- Rodas e pneus: liga leve, 215/65 R16 (Altitude); 215/60 R17 (Longitude); 215/55 R18 (Limited)
- Dimensões: comprimento, 408,7 cm; largura, 198,1 cm; altura, 158,3 cm; entre-eixos, 256,1 cm; vão livre do solo, 22,1 cm; peso, 1.253 kg (Altitude); 1.271 kg (Longitude); 1.280 kg (Limited); porta-malas, 321 litros






























